Constantino: ‘Renan Calheiros tentou arrancar fofocas de Teich porque quer desgastar o governo’

No segundo dia de depoimentos, a CPI da Covid-19 ouviu o ex-ministro da Saúde Nelson Teich. Ao todo, o oncologista ficou 28 dias à frente da pasta e deixou o posto após divergências com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que defendia o uso da cloroquina, remédio sem eficácia comprovada contra a Covid-19, enquanto Teich alertava sobre os riscos do uso do medicamento. Além dele, outro ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também já foi ouvido pelo colegiado. Ao falar sobre o depoimento do oncologista durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, desta quarta, o comentarista Rodrigo Constantino disse que não está interessado na CPI por considerá-la “palanque eleitoral” e afirmou que o relator Renan Calheiros (MDB-AL) queria “arrancar fofocas” do ex-ministro para ir contra o governo Bolsonaro. “Não consegui ver o grosso, aliás, não estou tão interessado nessa CPI porque é realmente palanque eleitoral, só vejo por ossos do ofício, tenho mais o que fazer da minha vida e hoje, por acaso, trabalhei muito na Jovem Pan. […] O que eu percebi do que eu vi e do que eu analisei é que a palavra-chave foi essa: incerteza. Você tem que tomar certo cuidado ao falar com tanta propriedade sobre temas científicos, ainda mais quando o homem influencia o resultado ao julgar. Isso é a política fazendo. E o Renan Calheiros tentando arrancar fofocas dele, porque quer, de alguma forma, desgastar o governo. Isso já caiu em total descrédito perante às pessoas sérias”, afirmou Constantino.

Além disso, o comentarista também voltou a falar sobre o uso de cloroquina, dizendo que, ao contrário do que se fala, o remédio não tem sua ineficácia comprovada. “A cloroquina não é cientificamente comprovada ineficaz, isso é uma falácia. Ela é ainda não comprovada cientificamente. É isso que podemos dizer. […] Se a cloroquina cura ou não o paciente  no começo de uma Covid, eu particularmente não sei. Tem muito médico que diz que sim, que está observado, eu não sei, mantenho em aberto como a ciência faz”, explicou. Por fim, ele também criticou o posicionamento de Mandetta e de Doria, dizendo que ambos confiam “na memória seletiva e curta do eleitor”. “Hoje eu publiquei dois vídeos no meu canal, no meu Twitter. Um deles diz o seguinte: ‘Crise econômica vai matar mais gente. Não vão aguentar a fome. Estamos 100% juntos e Bolsonaro está 100% certo’.  Quem será que disse isso? Foi o Luiz Henrique Mandetta, o então ministro da Saúde. O outro vídeo tem o governador João Agripino Doria dizendo que foi o David Uip, seu secretário, o mesmo que tomou a cloroquina em segredo e depois processou o farmacêutico que divulgou a informação, que apresentou a cloroquina para constar no Ministério da Saúde. […] As pessoas confiam muito na memória seletiva ou curta do eleitor”, concluiu Constantino.

Confira a íntegra da edição do programa 3 em 1 desta quarta-feira, 5: