A importância até mesmo dos animais mais diferentes


Terra da Gente apresenta casal de biólogos que luta para conscientizar as pessoas que têm repulsa ou aflição de algumas espécies; Ed e Lu mudaram de vida para ficar mais perto da natureza. TG vai até o litoral de SP conhecer um casal que não tem preconceito quando o assunto é animal selvagem.
Aurélio Sal/TG
Imagine tomar café com os passarinhos, almoçar rodeado de lagartos e jantar com cobras, sapos, rãs e pererecas? Loucura? Pois para os biólogos Ed e Lu Ventura essa é a melhor parte de morar numa área selvagem e rica em biodiversidade. O casal paulistano se mudou para a Vila do Guaraú em Peruíbe, litoral Sul de São Paulo, para ficar mais perto da natureza e combater o preconceito que muita gente tem contra animais, digamos, estranhos.
A poucos metros de onde moram começa a trilha para a Praia Vermelha, um lugar pouco conhecido e frequentado porque o acesso fica inundado pela maré na maior parte do dia. A equipe do TG acompanhou os dois numa expedição científica pela praia em busca dos animais que aparecem na baixa da maré: caranguejos, anêmonas, entre outros. “Esse vai e vem da água leva muitos sedimentos para o mar e ao mesmo tempo traz muita coisa da água para terra, então esses bichos se tornaram especialistas em viver nessa zona entre marés”, explicou Ed Ventura.
Pepino-do-mar é um invertebrado ameaçado de extinção e considerado uma iguaria na Ásia.
Aurélio Sal/TG
“Ele se alimenta dos detritos do mar, como o camarão. Então se você acabar com esse animal o oceano vai ficar cada vez mais sujo”, explicou Lu Ventura.
Debaixo de uma pedra, bem escondido, Lu encontrou um pepino-do-mar, invertebrado com uma aparência bem estranha. Ele elimina água e em casos extremos o próprio intestino como forma de defesa. Apesar da feiura, o pepino-do-mar é considerado um faxineiro do mar e uma iguaria em países orientais. O quilo custa mais de R$1 mil e, devido à captura irracional, a espécie corre risco de extinção
A noite a diversão do casal continua na busca pelos anfíbios. Eles se embrenham no brejo para encontrar espécies como a perereca-dourada, pererequinha-do-brejo e a perereca-araponga, chamada assim porque emite um som muito parecido com o da ave de mesmo nome.
Ed e Lu Ventura percorrem praias selvagens em busca dos bichos que aparecem na baixa da maré.
Aurélio Sal/TG
Ed e Lu tem são guias, tem uma operadora de turismo e levam aventureiros dispostos a conhecer a natureza sem preconceitos para várias partes do mundo. Não é apenas trabalho e diversão, mas também uma causa. Despertar nas pessoas interesse pelas espécies, sejam quais forem, incentiva a consciência de proteção da Terra e de tudo que está nela.
Confira essa reportagem completa no Terra da Gente deste sábado (15/05), às 14h, na EPTV.