AME Campinas abre 5 primeiros leitos de UTI Covid neste sábado em meio à fila de espera na região


Unidade receberá pacientes via Cross e estado prevê mais 20 leitos de terapia intensiva até dia 31. Fila por leitos de UTI somente na metrópole tinha 193 pacientes até a tarde de sexta-feira. Estrutura do AME, em Campinas
Luiz Granzotto / Prefeitura de Capinas
O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Campinas (SP) abre neste sábado (27) os cinco primeiros leitos de UTI Covid-19 entre os 25 deste tipo prometidos pelo estado para enfrentamento à pandemia. A estrutura voltou a funcionar como um hospital de campanha na quinta-feira, com cinco unidades de enfermaria, e o reforço ocorre em meio à fila de espera de pacientes da região por leitos.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que os leitos de UTI já estão aptos para receber pacientes, mas o horário de início é incerto. A unidade não recebe demandas espontâneas e, por isso, os atendimentos serão organizados pela central responsável pela regulação de vagas no estado (Cross).
Os cinco leitos de enfermaria do AME foram ocupados no primeiro dia de funcionamento exclusivo para Covid-19. O estado não confirmou quantos pacientes aguardam por estruturas deste tipo e de UTI na região de Campinas, onde fica a sede do departamento regional que abrange 42 municípios (DRS-VII), mas somente na metrópole a fila era de 193 pacientes à espera de uma estrutura na sexta-feira.
Segundo o diretor técnico, Pedro Tenório, outros 20 leitos de UTI devem ser abertos entre segunda e quarta-feira (31). “Estão chegando insumos, materiais, os profissionais. É gradual para garantir segurança”, falou ao G1 no dia 24 sobre a programação para abertura de unidades no AME. Segundo ele, a equipe total do hospital de campanha deve ter cerca de 280 profissionais, incluindo 45 médicos.
Em 2020, a unidade funcionou por cinco meses para casos de Covid-19, antes de ter especialidades.
Leitos de enfermaria abertos no AME Campinas
Jonatan Morel/EPTV
Pressão por leitos
Nesta semana, prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) aprovaram a formalização de um pedido para que o estado monte um outro hospital de campanha regional para atender pacientes com Covid-19. O mesmo ofício ainda reivindica a abertura de 40 leitos extras de enfermaria no AME.
Tenório alegou que as intermediações são feitas pela Secretaria Estadual da Saúde. “É uma unidade adaptada, é preciso ver se comporta a demanda. Não consigo falar”.
Em nota, a assessoria da pasta informou que o DRS-VII mantém diálogo com os gestores municipais dos serviços de saúde que compõem a rede pública do SUS e analisa todas as solicitações com objetivo de garantir assistência a quem precisa.
Além disso, destaca que foram abertos dez leitos de UTI Covid no Hospital Estadual de Sumaré, o que elevou o total a 16, e menciona uma série de repasses: R$ 11,8 milhões para ampliar leitos no Hospital de Clínicas da Unicamp, R$ 12 milhões para custeio e abertura de leitos na Rede Mário Gatti, além da transferência de R$ 1,4 milhão para gastos ligados a dez leitos de UTI em Santa Bárbara d’Oeste (SP).
Especialidades suspensas e pressão por leitos
Durante funcionamento exclusivo contra Covid, o AME deixa de atender 16 áreas médicas. Serviços ambulatoriais, de pós-operatório e exames ocorreram até dia 19, antes da pausa para adaptações.
Ainda de acordo com o diretor técnico, casos avaliados como mais urgentes foram direcionados para outras unidades pela Cross, enquanto que outras demandas previstas pelo AME serão reagendados. Até então, explica, a unidade registrava média de 5,8 mil consultas e 300 cirurgias por mês.
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