AME Campinas volta a ser exclusivo para Covid-19 a partir desta quinta com abertura de cinco leitos de enfermaria


Unidade receberá pacientes via Cross e estado prevê 25 leitos de UTI até dia 31, cinco deles neste sábado. Em 2020, a estrutura foi usada por cinco meses para enfrentamento à pandemia. Estrutura do AME, em Campinas
Luiz Granzotto / Prefeitura de Capinas
O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Campinas (SP) volta a ser usado exclusivamente para enfrentamento à pandemia, nesta quinta-feira (25), com a abertura de cinco leitos de enfermaria para pacientes com Covid-19. Segundo o estado, a unidade deixa de atender provisoriamente 16 áreas médicas para funcionar como um hospital de campanha e terá ainda 25 leitos de UTI até fim de março.
Campinas tem 203 pacientes à espera de leitos de enfermaria e de UTI
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Segundo o diretor técnico, Pedro Tenório, os primeiros pacientes devem ser encaminhados até o fim da manhã à unidade, por meio da Central de Regulação (Cross). Ele explica que serviços ambulatoriais, de pós-operatório e exames ocorreram até dia 19, antes da interrupção para adaptações do prédio. Em 2020, a unidade funcionou por cinco meses para casos de Covid-19, antes de ter especialidades.
“Nossa previsão é abrir cinco leitos de UTI no sábado [27] e, a partir de segunda-feira [29], abrir gradativamente os outros leitos de UTI até fim de março”, destacou Tenório. O estado decidiu usar o AME como hospital de campanha diante da pressão por leitos Covid-19 na região de Campinas.
Ainda de acordo com o diretor técnico, casos avaliados como mais urgentes foram direcionados para outras unidades pela Cross, enquanto que outras demandas previstas pelo AME serão reagendados. Até então, explica, a unidade registrava média de 5,8 mil consultas e 300 cirurgias por mês.
Abertura gradativa e capacidade
Tenório diz que a abertura de leitos de UTI é gradativa em virtude da necessidade de preparativos.
“Nós adiantamos, estava previsto para dia 29 [AME como hospital de campanha], estão chegando insumos, materiais, os profissionais. É gradual para garantir segurança”, ponderou. Segundo ele, a equipe total do hospital de campanha deve ter cerca de 280 profissionais, incluindo 45 médicos.
“A equipe foi mantida, tivemos remanejamentos e realizamos novas contratações”, falou sem indicar dados específicos. Questionado sobre a capacidade de expansão do AME, após abertura dos 30 leitos previstos inicialmente, ele alegou que as intermediações são feitas pela Secretaria Estadual da Saúde. “É uma unidade adaptada, é preciso ver se comporta a demanda. Não consigo falar”.
Demanda por leitos
Campinas registra nesta tarde 203 pacientes à espera de leitos de UTI e enfermaria. A fila do Departamento Regional da Saúde (DRS-7), que abrange 42 municípios da região, não foi divulgada.
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