Aplicativos gratuitos ajudam na ciência cidadã e estimulam a observação de espécies


Conheça algumas dessas ferramentas e como utilizá-las. Aplicativos ajudam na observação e na identificação de espécies.
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Agora que você já sabe o que é biodiversidade e aprendeu também várias dicas para clicar a fauna e a flora, que tal organizar os registros, obter ajuda na identificação das espécies e ainda colaborar com a ciência?
Parece complicado, mas não é. Entre algumas opções, há três aplicativos mais conhecidos e gratuitos que podem ser acessados pelo celular e que possibilitam tudo isso: o INaturalist, plataforma completa para a identificação de plantas e animais que traz diversas informações sobre espécies e ferramentas de organização. Para quem é observador e amante das aves há ainda o Ebird e o Merlin, que juntos somam conteúdos e interações focadas nas aves.
“Quando alguém cria uma conta neles e começa a postar os registros acaba aprendendo mais sobre a natureza e consegue manter as fotos organizadas. Os usuários também colaboram para reunir informações sobre a biodiversidade, que podem ser usadas de inúmeras formas e ajudam os cientistas a entender melhor a vida no planeta, é o que chamamos de ciência cidadã”, explica o ornitólogo Luciano Lima.
Saiba como cadastrar uma foto no INaturalist.
Equipe BioTiba/Arquivo Pessoal
iNaturalist
Esse é um dos aplicativos de natureza mais populares do mundo. Surgiu nos Estados Unidos como um projeto de mestrado de um grupo de alunos da Universidade da Califórnia, em 2008. Seis anos depois, o iNaturalist se tornou uma iniciativa da Academia de Ciências da California e funciona até hoje de maneira internacional apoiado por diversas organizações diferentes.
É necessário fazer um cadastro simples para criar uma conta pessoal. A partir daí é possível, desde que se esteja conectado com a internet, enviar fotos, manter o controle das próprias observações, ter acesso a mapas, calendários, diários, etc. A ferramenta possibilita, através da ajuda da própria comunidade de usuários que conta com mais de um milhão de cientistas, a identificar qualquer tipo de planta ou animal.
O projeto é considerado um líder das aplicações móveis de história natural e já recebeu mais de dois milhões de observações desde sua criação, que ajudaram e seguem ajudando profissionais a coletar dados importantes acerca dos seres vivos.
Você conhece o eBird?
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eBird
Destinado aos observadores de aves, o eBird funciona como um banco de dados online desenvolvido pelo time do Laboratório de Cornell, em Nova Iorque. Apesar de ser criado apenas para usuários do Ocidente no início, desde 2010 foi ampliado para todo planeta.
De acordo com os fundadores, o eBird surgiu da ideia de que todo observador de aves tem experiências e conhecimentos únicos e a partir daí o objetivo é reunir essas informações em listas verificadas, arquivá-las e compartilhá-las gratuitamente para alimentar novas abordagens baseadas em dados para ciência, conservação e educação.
Aplicativo gratuitos traz diversas informações sobre as aves.
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Depois de um cadastro na ferramenta, o usuário consegue gerenciar listas, fotos e até gravações dos cantos das aves. É possível acessar mapas em tempo real da distribuição das espécies e até gráficos que mostram quais aves esperar ao longo do ano em uma determinada região ou local, entre outras possibilidades.
O eBird é o maior projeto de ciência cidadã relacionado a biodiversidade do mundo, com mais de 100 milhões de avistamentos de pássaros a cada ano por eBirders em todo o mundo.
Já para identificar as aves é necessário instalar o Merlin, também desenvolvido pelo laboratório de Ornitologia da Cornell University.
Aplicativo destinado aos iniciantes na observação de aves ajuda na identificação de espécies.
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Merlin
Essa outra ferramenta criada em 2014 funciona como se fosse uma professora de observação de aves indicada para os passarinheiros de nível iniciante e intermediário. O objetivo principal é ajudar de maneira simples na identificação das aves e também fornecer informações sobre as espécies.
O aplicativo possibilita dois métodos diferentes. O primeiro é quando não há o registro de fato. Neste caso o aplicativo pergunta várias informações sobre o avistamento e, com base nas respostas, sugere uma lista de espécies possíveis.
A outra opção é selecionar a foto desejada e informar a data e o local do registro. O Merlin utiliza inteligência artificial para analisar fotos e sugerir espécies.
As respostas do aplicativo são baseadas em mais de 800 milhões de avistamentos enviados ao eBird por observadores de pássaros em todo o mundo.