Após aumento de casos de Covid em grávidas, Maternidade de Campinas tem 100% de ocupação em UTI


Duas das cinco gestantes internadas na UTI precisaram ser entubadas. Presidente da instituição afirmou que a unidade vive o pior momento da pandemia. Os leitos da Maternidade de Campinas (SP) estão com 100% de lotação nesta quarta-feira (31) após o aumento de casos de coronavírus em grávidas.
De acordo com o presidente da instituição, Marcos Miele, cinco das seis vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas para tratamento da Covid-19 estão ocupadas com pacientes que testaram positivo para a doença.
O presidente do hospital explicou que, apesar de ter uma vaga livre na UTI Covid, a Maternidade considera que está com 100% de ocupação porque o leito só poderia ser usado para a paciente que está contaminada com coronavírus. Ou seja, uma gestante que precisar de terapia intensiva por conta de qualquer outra complicação de saúde, não poderá usar a vaga.
Do total das pacientes na UTI, duas no período do pós-parto estão entubadas. Já na UTI Neo-Natal, há cinco bebês infectados com Covid-19, que são das mães que estão internadas. Na última semana, uma mulher de 28 anos morreu na Maternidade por complicações da doença. Ela tinha diabetes tipo 1.
O filho da vítima permanece internado na UTI Neonatal e evoluiu bem nos últimos dias. O cenário da Maternidade durante o agravamento da pandemia em 2021 é diferente do que foi visto em 2020, já que no ano passado nenhum óbito foi registrado na unidade.
“Começou a haver um maior descuido. A gente entende que o vírus está circulando muito mais, e se as pessoas se expõem mais elas tendem a adoecer mesmo, ficam internadas e acabam evoluindo para óbito”, disse a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Campinas (Devisa), Andrea Von Zuben.
Segundo a diretoria do hospital, de março a dezembro, 126 gestantes apresentaram suspeitas de coronavírus, sendo que 52 testaram positivo. A Maternidade realiza, em média, 850 partos por mês.
“Essa mudança de cenário também acontece por conta da mutação do vírus de Manaus. Ele é mais transmissível. Todas as vezes que a gestante fica em estado grave, a gente procura já fazer o parto. Diante disso, eu não tenho dúvida que é o pior momento da pandemia para nós”, disse o presidente da Maternidade.
Segundo a Vigilância, há ainda uma segunda morte de gestante que havia acabado de fazer o parto com Covid na cidade, mas a prefeitura não pode revelar em qual hospital o óbito foi registrado.
Hospital Maternidade de Campinas
Patrícia Teixeira/G1
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