Apreensões de drogas em correspondência sobem 590% no Complexo Campinas/Hortolândia


Secretaria de Administração Penitenciária registrou 76 ocorrências de janeiro a maio, contra 11 do mesmo período de 2020. Apreensão aconteceu nesta segunda-feira (19) no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Campinas
Secretaria da Administração Penitenciária (SAP)/ Divulgação
As apreensões de drogas em correspondências enviadas ao Complexo Campinas/Hortolândia dispararam em 2021. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o volume cresceu 590% entre janeiro a maio. Foram 76 ocorrências, contra 11 do mesmo período de 2020 e 2019.
Porções de cocaína, maconha e drogas sintéticas como o K4 já foram encontradas em pacotes de doces, calçados e fundo falso de margarina, entre outros.
Em nota, a SAP destaca que “não tolera a entrada de ilícitos em suas unidades prisionais”. Em todos os casos, os sentenciados que aparecem como destinatário dessas encomendas são isolados e um procedimento é instaurado para apontar se há ou não participação na ocorrência.
Das 76 apreensões registradas entre janeiro e maio deste ano no Complexo Campinas/Hortolândia, 47% ocorreram em março (36). Abril e maio, com 13 ocorrências cada, foram os outros meses com mais localizações de drogas nas encomendas – números superiores aos registrados no mesmo período nos dois últimos anos.
Além da localização de entorpecentes nas correspondências, houve apreensão de quatro celulares enviados a presos do complexo – dois em janeiro, e outras dois em abril. A SAP não registrou a localização desses eletrônicos no mesmo período em 2020.
Outras unidades prisionais
Na região de Campinas, drogas em correspondência também foram apreendidas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Americana (SP) – uma em março e outra em abril. Em 2020, a unidade também registrou duas ocorrências no mês de fevereiro.
Na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu os agentes penitenciários apreenderam drogas em uma correspondência no mês de março. Não houve registro de casos nos Centros de Ressocialização de Sumaré e de Mogi Mirim, nem na Penitenciária Feminina de Campinas.
Agentes de segurança apreenderam K4 em pacote de doces enviado ao CDP de Hortolândia (SP)
SAP/Divulgação
Fiscalização intensa
A SAP informa que atua para evitar a entrada de objetos ilícitos em suas unidades prisionais. “Todos os Centros de Detenção Provisória, Penitenciárias e Centros de Progressão Penitenciária do Estado contam com escâner corporal, desde o início de 2018. Todas as unidades prisionais do Estado também estão equipadas com aparelhos de raios-X de menor e maior porte, além de detectores de metais de alta sensibilidade”, informa a pasta.
Segundo a secretaria, os equipamentos ajudam a coibir a entrada de ilícitos, mas também é necessário a uma vigilância constante das equipes de segurança. “Agentes penitenciários fazem uma revista minuciosa nas correspondências visando coibir a entrada de ilícitos nas unidades prisionais”, completa.
Droga enviada pela mãe de um preso ao CDP de Hortolândia (SP) estava no fundo falso de um pote de margarina
SAP/Divulgação
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