Campinas emplaca em abril menos da metade de carros do pré-pandemia, diz Fenabrave


Levantamento mostra que 885 automóveis novos foram emplacados no período na metrópole, contra 1.819 do mesmo mês em 2019. Imagem de arquivo de uma concessionária em SP
Fábio Tito / G1
A venda de automóveis novos em Campinas (SP) caiu a menos da metade do que era registrado antes da pandemia da Covid-19. Em abril foram emplacados 885 carros novos, 48,6% dos 1.819 registrados no mesmo mês em 2019, segundo dados da Fenabrave, associação dos concessionários. Em 2020, por conta da quarentena, o emplacamento de veículos deixou de ser realizado pelo Detran.SP entre os dias 21 de março e 26 de maio.
A queda na venda de automóveis é a mais acentuada, já que outros negócios, por conta da característica da pandemia, mantêm-se aquecido, como a venda de motos e veículos comerciais leves, os dois muito associados a serviços de entrega, que cresceram diante das medidas de isolamento.
Quem trabalha no setor, aponta que há movimentação na venda de seminovos e vê na queda dos números de carros novos problemas além dos impactos da situação econômica. “O mercado de usados está aquecido e, em algumas marcas, há falta de zero quilômetros na praça”, diz Neto Martins de Sá, supervisor de vendas de uma concessionária da metrópole.
Segundo o profissional, há uma procura intensa por utilitários e veículos comerciais, e essa demanda também causa falta de produto, o que faz com que os números, nesse caso, não reflitam o cenário atual.
O balanço da Fenabrave aponta o emplacamento de 140 comerciais leves em abril, contra 221 do mesmo mês de 2019, uma queda de 36,6%. Entretanto, a redução pode estar relacionado com a falta de veículos para venda.
“O mês de abril foi bom para a gente. Temos um volume grande de vendas de van fechada, mas não tenho o carro para entrega. A fila chega a 120 dias de prazo para entrega”, relata Luiz Eduardo Bozzo, gerente de outras concessionária da metrópole.
De acordo com o economista Mário Guerreiro, é justamente esse setor de entrega que se mantém aquecido e que deve continuar assim, já que a aposta por serviços de delivery devem continuar mesmo com o fim da pandemia. “Isso vai se expandir mesmo com a volta à normalidade”, pontua.
Já em relação ao mercado de carros de passeio, o economista lembra que a recuperação do setor depende da retomada da economia brasileira, que segue em “passo lento”.
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