Campinas registra 36,6% da chuva prevista para maio com 23mm acumulados, aponta Cepagri


Dados do Cepagri da Unicamp apontam que a média esperada para maio na metrópole era de 62,7mm. Não há previsão de grandes volumes de precipitação no início de junho Moradora de Campinas registra primeira chuva de maio na metade do mês
Tania Lamara
Com 23mm de chuva acumulada, maio concentrou 36,6% do volume médio esperado para o mês em Campinas (SP), de acordo com dados do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura. O mês de junho começa nesta terça-feira (1) sem previsões de volumes importantes de chuva para os próximos dias.
O registro é baixo mesmo para um período de estiagem, cenário parecido com o que vem ocorrendo nos últimos meses, destacou a meteorologista do Cepagri, Ana Ávila.
A primeira chuva registrada em maio foi de 4,8mm já na metade do mês, e o restante do volume se concentrou nas últimas duas semanas. A média esperada era de 62,7mm.
“Com exceção de fevereiro, todos os meses deste ano tivemos chuva abaixo da média. Para junho, a média climatológica é 45,4mm. Até agosto, a gente ainda vai diminuir mais o valor, o que é normal, é esperado para a época. Mas mesmo que a gente tenha chuva dentro da média, a gente vai ter valores pequenos. Só em setembro é que há a expectativa de começar a subir”, explica a meteorologista.
Veja os volumes registrados mês a mês em 2021 no gráfico abaixo.
Veja a previsão do tempo na região de Campinas no vídeo abaixo:
Região de Campinas tem temperaturas amenas e tempo seco; veja previsão do tempo
Estiagem e crise hídrica
A condição das precipitações em 2021 agrava o cenário de estiagem, e rios da região de Campinas têm registrado volumes baixos. A crise hídrica vem preocupando a população desde o ano passado, e as frentes frias não têm sido tão úmidas neste outono, destaca Ana Ávila.
“A gente tem observado que o início da estação chuvosa tem atrasado. Está se repetindo uma situação com mais frequência nas últimas décadas, que é esse período de menor volume de chuva. Em 2020, foi uma situação semelhante. No verão a gente já teve chuva abaixo da média porque a umidade que vem da região amazônica não teve intensidade, como era tradicional. Não trouxe as chuvas mais volumosas, não houve o transporte dessa umidade para o continente”, afirma a meteorologista.
“Quando entrou o outono, as frentes frias passaram muito secas para nós. A gente percebe uma mudança na direção dos ventos, declínio das temperaturas, mas as chuvas não ocorrem”.
Junho começa sem chuvas
Nos próximos dez dias de junho, não há previsão de volumes grandes de chuva em Campinas e na região. As temperaturas devem se manter estáveis para o outono, com noites mais frias e alta nos termômetros ao longo do dia. Também não é esperada massa de ar mais frio, que derrube as temperaturas mínimas.
Segundo a meteorologista, entre 9 e 17 de junho é esperado um aumento na umidade e uma tendência de um período mais úmido, com chance de chuvas.
Campinas teve dias secos e de temperaturas baixas em maio
Marcello Carvalho/G1
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