Campinas tem média diária de 1,4 mil atendimentos de pessoas com sintomas de Covid nos centros de saúde, diz prefeitura


Número é 45% maior que o registrado no pico da pandemia da primeira onda, em julho de 2020, quando eram cerca de 966 pacientes sintomáticos por dia. Neste sábado e domingo, 14 unidades básicas abrem exclusivamente para Covid. Veja quais os sintomas leves de Covid-19 que precisam de atendimento médico
Campinas (SP) tem cerca de 1,4 mil atendimentos por dia de pessoas com sintomas da Covid-19 nos centros de saúde. O número é um alerta feito pela diretora de Saúde da prefeitura, Deise Hadich, nesta sexta-feira (19), e supera em 45% a busca de pacientes registrada nas unidades básicas no pico da primeira onda da pandemia, em julho de 2020, quando eram 966 por dia.
A média atual é a realidade desde a última quarta (17), e foi decisiva na medida tomada pela Secretaria de abrir 14 centros de saúde neste fim de semana, das 7h às 17h, para atendimento exclusivo de coronavírus.
Deise ressalta que todas as pessoas que precisarem de internação neste sábado (20) e domingo (21) serão encaminhadas pelo Samu.
“O centro de saúde sempre faz o primeiro atendimento, toda a avaliação de risco, a coleta do [exame] PCR se tiver em tempo oportuno. Se for um caso de avaliação moderada, a unidade vai conduzindo e avaliando.”
“100% dos casos com necessidade de remoção com agravamento, a unidade aciona o Samu para fazer o direcionamento.”, explica.
Faixa em Centro de Saúde Campinas com atendimento exclusivo para Covid-19
Reprodução/EPTV
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O foco da ampliação ao acesso de pessoas às unidades neste fim de semana é incluir aqueles com sintomas leves de gripe. Tosse, nariz escorrendo, sinusite, dor de cabeça e sinais de rinite podem ser coronavírus, segundo explicou a médica infectologista da prefeitura Valéria Almeida no vídeo no início da reportagem.
“Essas pessoas são capazes de transmitir o vírus desde dois dias antes do início dos sintomas até dez dias depois. Por isso é importante que todas as pessoas com esses sintomas procurem o atendimento para realizar o exame e saber se estão infectadas ou não com coronavírus”, alerta a infectologista
Os centros de saúde costumam ficar fechados nos fins de semana, e a abertura acontece para desafogar a procura em hospitais.
“A gente precisa deixar os hospitais para os graves. A nossa ideia de abrir essas 14 portas é conseguir ajudar a rede de cuidados da atenção hospitalar e os pronto-atendimentos”, afirma Deise.
Campinas abre 14 centros de saúde para casos suspeitos de Covid-19 neste fim de semana
Unidades selecionadas
Os 14 centros de saúde que vão abrir foram escolhidos, segundo Deise Hadich, pela estrutura mais adequada e a facilidade de acesso para atender os pacientes sintomáticos da Covid-19. Os próprios profissionais dessas unidades é que vão atuar no plantão.
Veja os Centros de Saúde que abrem neste fim de semana:
Perseu Leite de Barros
Vicente Pisani Neto (Satélite Íris 2)
Floresta
São Marcos
Aurélia
Costa e Silva
São Quirino
Capivari
Santo Antônio
Vista Alegre
Campo Belo
Vila Ipê
São José
São Bernardo
A diretora de Saúde afirmou que não há previsão de estender os centros com exclusividade para Covid-19 durante a semana – atualmente são três, São Bernardo, Capivari e Costa e Silva. A repetição da medida no próximo fim de semana dependerá dos números de novos casos confirmados.
“A gente precisa aguardar a consciência individual da população.”
Centro de Saúde São Quirino em Campinas
Reprodução/EPTV
Exames e farmácias abertas nas unidades
O exame que será realizado nos pacientes é o PCR, que verifica se a pessoa está infectada no momento do atendimento. Ele pode ser feito quando o paciente já possui de três a dez dias de sintomas.
A coleta é encaminhada para o laboratório Dasa, referenciado pelo Ministério da Saúde, e o resultado tem saído em 48 horas, informou a diretora.
Apesar do período para fazer o teste, os pacientes com sintomas leves devem procurar o atendimento, mesmo que estejam nos primeiros dias.
“A gente tem a oferta do teste rápido, que caracteriza o IGG e o IGM [anticorpos], se está em contaminação ou se teve algum contato. Mas a gente não vem fazendo a sorologia neste momento. É mais adotado o PCR pra tomar as medidas de isolamento e de cuidado, de monitoramento”, explica Deise.
Em relação ao tratamento, a diretora afirma que continuam os mesmos protocolos, sem adoção de medicamentos específicos para coronavírus, uma vez que não há uma definição formal do Ministério da Saúde.
“Normalmente o antitérmico, orientação de hidratação, de isolamento. A gente sabe que a gente ainda não tem nenhum medicamento específico que a gente tem que fornecer.”
As farmácias dos Centros de Saúde ficarão abertas neste fim de semana para que a população já saia de lá com os remédios prescritos.
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