Casos de dengue em Campinas chegam a 1,4 mil no ano e sobem 80% em 22 dias


Boletim anterior, de 27 de abril, indicava 800 confirmações da doença na metrópole desde o início do ano. Incidência é de 119 casos para cada 100 mil habitantes. Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, zika e chikungunya
Raul Santana/Fiocruz/Divulgação
O número de casos de dengue no ano em Campinas (SP) subiu para 1.447, segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira (19) pela prefeitura. Em relação ao boletim anterior, de 22 dias atrás, o aumento foi de 80%, já que eram 800 diagnósticos da doença.
A incidência de casos a cada 100 mil habitantes chegou a 119. A região sudoeste da cidade continua sendo a que registra o maior número de confirmações, mas agora empata com a norte. Veja, abaixo, o balanço por região.
Sudoeste – 336 casos
Norte – 336 casos
Sul – 313 casos
Leste – 259 casos
Noroeste – 203 casos
Em 11 de maio, a prefeitura emitiu um alerta para bairros com alta incidência de casos e transmissão da doença. A lista contém bairros como o Jardim Novo Campos Elíseos, Parque Vista Alegre, Jardim Telesp, Jardim San Diego e Jardim Proença.
O crescimento de casos de dengue ocorre em meio ao combate à pandemia de Covid-19, que já matou 3.224 moradores de Campinas e contaminou, no total, 98,6 mil.
A prefeitura argumenta que, segundo o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, estão dentro das residências. “Por isso, a luta contra a dengue exige uma contrapartida de toda a sociedade”.
“Os recipientes com plantas aquáticas devem ter a água trocada semanalmente e os pratinhos dos vasos devem ser eliminados. Também é preciso remover latas, pneus e outros objetos que possam acumular água. É importante, ainda, vedar a caixa d’água e limpar a calha. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados, assim como os ralos”, resume a prefeitura, em nota.
A administração municipal também afirma que combate a dengue por meio do Comitê de Prevenção e Controle das Arboviroses, órgão que reúne representantes de 14 secretarias municipais, dentre elas a de Serviços Públicos; do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; e de Comunicação.
Além das pastas, órgãos como a Defesa Civil e a Rede Mário Gatti, autarquia que administra os dois hospitais municipais, o Samu e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), também compõem o colegiado.
Segundo a prefeitura, comitê “planeja continuamente as atividades de combate à dengue, ao zika vírus e à chikungunya em Campinas”. Zika e chikungunya são doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
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