Com início da estiagem e baixo índice de chuvas, Comitês das Bacias PCJ iniciam controle do abastecimento pelo Cantareira


Medida foi tomada porque algumas cidades das regiões de Piracicaba e Campinas estão em estado de atenção por causa do período de estiagem. Com estiagem, Comitê de Bacias PCJ monitora vazão do sistema Cantareira
Os Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) passam a fazer a gestão da vazão do Sistema Cantareira nesta terça-feira (1º). A medida foi tomada porque algumas cidades das regiões de Piracicaba e Campinas estão em estado de atenção por conta da estiagem.
A água desses rios atende a milhões de pessoas nas cidades da região, mas as chuvas que reabastecem os mananciais e aquíferos não têm sido suficientes nos últimos meses. Com isso, 19 municípios das Bacias PCJ – que totalizam cerca de 3,5 milhões de habitantes – podem contar diretamente com a água acumulada nos reservatórios do Sistema Cantareira.
O nível do Cantareira, em 31 de maio, estava em 47,7%, o que é considerado estado de atenção. As chuvas registradas em abril foram abaixo da média e, para os próximos meses, há tendência de reduzidas precipitações.
Com isso, o PCJ inicia nesta terça a gestão do chamado “período seco” do Sistema Cantareira, para garantir condições mínimas nos rios. Esse controle é feito diariamente até 30 de novembro.
Algumas cidades da nossa região onde o abastecimento é influenciado pelas descargas de água do Sistema Cantareira são: Americana, Campinas, Hortolândia, Limeira, Monte Mor, Morungaba, Paulínia, Piracicaba, Sumaré e Valinhos.
Nas Bacias PCJ também há 45 municípios que não dependem diretamente das calhas dos rios influenciadas pelo Cantareira e, portanto, utilizam outros mananciais que, com o início da estiagem, também necessitam de atenção e incentivo ao uso racional.
Vazão do rio Piracicaba está baixa devido à estiagem na região
Reprodução/EPTV 1
Gestão de vazão do sistema
O monitoramento dos rios da bacia até o Atibaia, em Campinas, é feito da sala de situação do Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado (DAEE). As informações são passadas para uma equipe técnica da Bacia PCJ que vai definir se pede ou não mais liberação de água para a região.
Um dos principais desafios está em encontrar o momento certo de abrir ou fechar as comportas, porque as águas liberadas nos rios levam vários dias para chegar às cidades. Outro movimento importante nesta gestão é o que o coordenador de monitoramento, Alexandre Vilella, chama de ‘tempo de trânsito’.
“São quase 50 postos, com monitoramento on-line 24h, atualizado de 10 em 10 minutos, que ajuda o Comitês a acompanhar os corpos de água que saem do reservatório do Cantareira até as cidades, de forma que as descargas garantam uma condição mínima no rio, mas sem desperdício. É preciso preservar o máximo de água no sistema, ainda mais nesta época de estiagem”, explica Vilella.
Vilella ainda reforça que, junto à gestão dos Comitês, é fundamental que a população faça uso racional da água. “É preciso controlar e diminuir o tempo de tarefas nas residências, ainda mais neste momento de pandemia que as pessoas ficam mais em casa”.
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