Com leitos Covid superlotados, Mogi Mirim decreta estado de calamidade pública

De acordo com o prefeito, decisão vai permitir a agilidade de atos administrativos para a compra de equipamentos no combate à pandemia. Com leitos superlotados, Mogi Mirim decreta estado de calamidade pública
A prefeitura de Mogi Mirim (SP) anunciou, nesta terça-feira (23), que irá decretar estado de calamidade pública no município a partir desta quarta-feira (24). A cidade enfrenta superlotações nas UTIs Covid e, segundo o prefeito, a medida serve para alertar sobre a situação caótica e permitir a agilidade de medidas administrativas.
Com o decreto de calamidade passando a valer nesta quarta, a prefeitura pode fazer a contratação direta de insumos para o combate à pandemia, sem a necessidade de licitações.
Em transmissão pelas redes sociais, o prefeito Paulo de Oliveira e Silva destacou que não há, no momento, falta de insumos na cidade, mas com a pressão por novos leitos, alguns equipamentos necessários para a abertura de UTIs não poderiam ser comprados no prazo convencional.
“Compramos respiradores, monitores e não conseguimos comprar bombas de infusão. Há uma emergência sanitária, disse.
Nesta terça, todos os leitos UTI Covid na cidade estão ocupados. O Hospital 22 de Outubro, por exemplo, informa que opera 225% acima da capacidade. A unidade que tem 8 UTIs Covid chegou a informam, na semana anterior, que não conseguia mais receber pacientes no pronto atendimento.
Já a Santa Casa está com as 14 vagas de terapia intensiva para tratamento da doença lotados. Ainda segundo o prefeito, há sobrecarga na UPA de Mogi Mirim.
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