Com 'problema' financeiro, Campinas condiciona auxílio emergencial municipal a remanejamento de verbas


Ao anunciar campanha de combate à fome, prefeito afirma que falta de repasse do governo federal gera dificuldade em meio aos gastos com abertura de leitos para pacientes com Covid-19. Dário Saadi, prefeito de Campinas, durante live para apresentar campanha de combate à fome
Reprodução/Facebook
A Prefeitura de Campinas (SP) estuda a possibilidade de criar um auxílio emergencial municipal, mas esbarra na falta de orçamento próprio, segundo o prefeito Dário Saadi (Republicanos). Durante o lançamento da campanha Campinas Sem Fome, o chefe do Poder Executivo afirmou que um programa de distribuição de renda dependeria remanejamento de verbas e não deu previsão para isso.
“Nós estamos estudando e se tiver a mínima oportunidade de remanejamento orçamentário nós faremos, mas nesse primeiro momento nós vamos priorizar a distribuição de alimentos”, afirmou Dário.
O auxílio emergencial do governo federal foi pago até dezembro e não houve renovação para este ano. Entretanto, com o agravamento da pandemia, um novo modelo foi enviado ao Congresso Federal na quinta-feira (18) e prevê o início das parcelas a partir de abril, mas com valores menores. Veja as regras.
Dificuldade financeira
Dário afirmou que, em 2020, o governo federal repassou R$ 130 milhões à prefeitura especificamente para o tesouro municipal, sem contar os gastos SUS. Para este ano não há previsão de envio de verba.
“A gente tem estudado muito essa questão. Nós temos um problema orçamentário e financeiro. No ano passado, o governo federal encaminhou para Campinas em torno de R$ 300 milhões, R$ 130 milhões [de] ajuda ao próprio tesouro do município e R$ 170 milhões de financiamento para SUS. Esse ano não há previsão de aporte do governo federal para o caixa da prefeitura e nossos gastos com a pandemia, com leitos, têm sido muitos altos”.
Por isso, a prioridade vai ser garantir a distribuição de alimentos e produtos de higiene por meio da campanha de combate à fome, que pretende arrecadar doações para famílias em situação de vulnerabilidade. O prefeito afirma que a prefeitura sentiu o aumento na vulnerabilidade de famílias durante a pandemia.
Moradores ou empresas que queiram fazer doações de cestas básicas podem ligar nos números (19) 3746-1063 (Banco de Alimentos); (19) 3735-5400 e (19) 98455-0377 (Sanasa).
Quando os doadores não puderem ir a algum posto de doação, a prefeitura fará a retirada na casa ou empresa. Nos postos de doação, a entrega será drive-thru.
Em 10 e 11 de abril ocorrerão os “Dias D” da campanha, com doações drive-thru na prefeitura das 9h às 17h.
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