Confira as atrações do Terra da Gente de sábado (22/05)


Conheça uma relação curiosa entre botos e pescadores e acompanhe também a estratégia de sobrevivência do araçari-banana, uma ave ameaçada. Botos ajudam pescadores artesanais a cercar os cardumes de tainhas. Parceria pode ter mais de duzentos anos.
Elvis Palma Fotografias/Arquivo Pessoal
TG 1137
O Terra da Gente de sábado (22/05) vai te mostrar uma relação diferente e um tanto quanto inusitada. Dá para acreditar que golfinhos ajudam pescadores na captura de tainhas? Essa parceria é um fenômeno raro e acontece no sul do Brasil, na cidade de Laguna, em Santa Catarina. Você vai ver ainda um casal de araçari-banana que chamou a atenção de moradores numa vila em Peruíbe, no litoral paulista. Na “Hora do Rancho” o convite é ir até a cozinha preparar um pão recheado com linguiça.
O araçari-banana mede de 35 a 39 centímetros de comprimento e pesa entre 156 e 169 gramas.
Marcelo Ferri/TG
Casal de araçaris
Na Vila do Guaraú, em Peruíbe, litoral Sul de São Paulo, vamos mostrar a estratégia de uma ave ameaçada para perpetuar a espécie. O casal de araçari-banana aproveitou um buraco aberto por um pica-pau em um poste de madeira para fazer o ninho. Macho e fêmea se revezam nos cuidados. Um cuida do filhote enquanto outro sai em busca de comida. No cardápio estão larvas, insetos e coquinhos de palmeiras nativas. Nossa equipe acompanhou toda a rotina da família e registrou belas imagens.
Os golfinhos nariz-de-garrafa são conhecidos pelos saltos que podem chegar a cinco metros de altura fora d’água.
Elvis Palmas Fotografias
O boto pescador
No litoral sul de Santa Catarina acontece uma interação rara no planeta entre homem e animal. Na lagoa de Santo Antônio dos Anjos, em Laguna, os botos ajudam a cercar os cardumes de tainha para o pescador artesanal jogar a tarrafa. Nessa parceria o golfinho nariz-de-garrafa, popularmente chamado de boto na região, também se dá bem, porque se alimenta com os peixes que escapam da rede. A equipe do Terra da Gente registra essa pesca cooperada que pesquisadores estimam ter mais de 200 anos. “Você pode olhar pela ótica da ciência, pela ótica do sentimento, ou, simplesmente pela comoção, pela interação de duas espécies distintas que utilizam o mesmo recurso, o mesmo ambiente para a sobrevivência. Acho que isso que é o mágico dessa relação”, explica o pesquisador Pedro Volkmer de Castilho, professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Coordenador do projeto Boto pescador.
Pão recheado com linguiça e azeitona é dica da “Hora do Rancho”.
Pedro Santana/TG
Pão recheado com linguiça e azeitona
A série especial de receitas gravadas nas montanhas de Cunha (SP) continua. A dica dessa é um pão recheado, um coringa para qualquer hora do dia. O recheio escolhido é de lingüiça calabresa e azeitona preta.