Covid-19: Campinas atinge 100% de ocupação em leitos de UTI pelo SUS, e fila de espera aumenta


Todas as 218 estruturas de terapia intensiva das redes municipal e estadual estão em uso nesta sexta-feira. Disponibilidade na rede privada diminuiu, e prefeitura reitera plano para mais 15 leitos. Ambulância em frente ao Hospital Metropolitano na cidade de Campinas, interior de São Paulo, nesta segunda-feira (22).
DENNY CESARE/ESTADÃO CONTEÚDO
Campinas (SP) atingiu 100% de ocupação nos 218 leitos de UTI Covid-19 disponibilizados via Sistema Único de Saúde (SUS) nesta sexta-feira (28), segundo dados registrados pela prefeitura e pelo governo do estado. Além disso, a fila de espera por uma estrutura deste tipo aumentou na metrópole, enquanto o número de leitos vagos na rede privada diminui em relação ao dia anterior. Veja abaixo detalhes.
A administração municipal confirmou às 16h10 que os 153 leitos da rede municipal e os 40 do Hospital de Clínicas da Unicamp (HC) estavam em uso por pacientes. Já a Secretaria da Saúde do Estado informou às 19h15 que o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), adaptado para funcionar como hospital de campanha desde março, tem todos os 25 leitos instalados em operação.
Já na rede privada, a taxa de ocupação é de 89,95%, uma vez que 19 dos 189 disponíveis para enfrentamento à pandemia estão vagos. Na quinta-feira, o G1 mostrou que a prefeitura enviou ofícios às unidades privadas para tentar contratar leitos, mas recebeu negativas diante da alta na demanda.
Leitos de UTI (Covid-19)
Os leitos estão divididos da seguinte forma, em números absolutos:
SUS municipal: 153 leitos, dos quais 153 estão ocupados. Não há leito livre.
HC da Unicamp: 40 leitos, dos quais 40 estão ocupados. Não há leito livre.
Particular: 189 leitos, dos quais 170 estão ocupados. Há 19 leitos vagos.
AME: 25 leitos, dos quais 25 estão ocupados. Não há leito livre.
Veja abaixo gráfico que mostra a situação de leitos da metrópole. A partir de 2021, ele desconsidera dados do AME, que temporariamente voltou a ter leitos de UTI para Covid-19 em 27 de março.
Fila de espera
O número de pacientes que aguardam por um leito de UTI no SUS aumentou pelo segundo dia e chega a 13 nesta sexta. Acompanhe no gráfico abaixo a fila de moradores com Covid-19 à espera de leitos, tanto UTI quanto enfermaria, segundo dados da prefeitura. Eles são divulgados desde 18 de março.
Em meio à segunda onda da pandemia, a metrópole registrou demanda superior à capacidade desde o primeiro dia de registro até 4 de maio. No dia 5, foi zerada, mas dois dias depois voltou a ser registrada. A fila foi eliminada pela segunda vez dia 12, contudo, em 18 de maio voltou a ser contabilizada.
Leitos de enfermaria ocupados
Redes municipal e particular: 380
HC da Unicamp: 30
AME: 4
O que será feito?
A Rede Mário Gatti prevê abrir mais 15 leitos de UTI no Hospital Metropolitano a partir de 3 de junho, e diz que será responsável por insumos e equipe de apoio. A medida ocorre após um alerta do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) sobre indicadores das últimas três semanas:
Casos de síndrome respiratória atendidos (pacientes com suspeita de Covid-19) – alta de 36%;
Total de internados em UTIs/enfermarias – passou da faixa de 600 para 750;
“O investimento em prestação de serviços na área médica e multiprofissional será de R$ 5.249.121,48 por 90 dias”, destaca a assessoria ao mencionar que a contratação já foi publicada em Diário Oficial.
Além disso, o governo municipal admitiu dificuldades para levar adiante a proposta de retomar o Hospital de Campanha na sede do Patrulheiros, que agora é tratada como “última das últimas opções”. Apesar do anúncio realizado no mês de março, a prefeitura abriu três licitações para contratar uma empresa para administrar a unidade, mas elas terminaram sem manifestação de interesse.
Já o governo do estado não respondeu se há previsão ou possibilidade de elevar leitos na metrópole.
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