Covid-19: Devisa de Campinas passa por treinamentos para receber doses da Pfizer, mas data da entrega segue indefinida


Governo estadual confirmou que remessa de imunizantes da farmacêutica será enviada para aplicação na população nesta semana. Diretora reforça segurança e eficácia de todas as vacinas. Vacina da Pfizer
Divulgação Sesapi
O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas (SP) passou por dois treinamentos nesta semana para receber as vacinas contra Covid-19 da Pfizer/Biontec e aplicar na população, mas a data de chegada do lote ainda não foi definida. Na segunda-feira (31), o governo estadual confirmou que uma remessa será enviada até sábado (5).
“Teve dois treinamentos, um que o próprio estado que deu e hoje [quarta-feira] o da Pfizer, porque tem algumas pequenas características diferentes, mas não falaram quando chega e nem a quantidade de doses”, explicou a diretora do Devisa, Andrea Von Zuben.
“A gente está preparado para receber, mas ainda não sabemos quando”, resumiu. O imunizante deve ser mantido em temperatura controlada entre 2ºC e 8ºC por até 31 dias. A orientação anterior era de cinco dias, mas foi revista pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Com a nova regra de armazenamento, o Ministério da Saúde diz que todas as cidades têm condição de receber a vacina. Antes, ela estava restrita às capitais.
Von Zuben afirmou tambem que, em princípio, o imunizante será usado nos mesmos grupos que recebem as vacinas da Astrazenca/Oxford e a CoronaVac.
Na noite de quarta-feira (2), o Brasil recebeu o sétimo lote da Pfizer pelo Aeroporto de Viracopos. A nova remessa, a segunda desta semana, reúne mais 936 mil doses. Com isso, a farmacêutica já entregou 5,3 milhões das 200 milhões contratadas pelo governo federal.
Recusa de vacinas
Andrea Von Zuben, diretora do Devisa de Campinas
Reprodução/EPTV
Von Zuben alerta para o problema gerado por alguns moradores que se recusam a receber determinadas vacinas. A situação tem sido enfrentada na campanha de imunização contra Covid-19 e prejudica a população.
“Tem acontecido muito de perguntarem qual vacina é, e chega no centro de imunização [e diz] ‘essa não quero, vou embora’. Isso é muito grave porque a gente tem uma disponibilidade de vacinas boas, aprovadas pela Anvisa. No momento que a pessoa agenda ela tira vaga de outro. Ela chega na unidade, tem o profissional lá, tem a vacina destinada para ela e ela vai embora”.
A diretora do Devisa explica que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa e utilizadas no Brasil são seguras e possuem eficácia. Portanto, não cabe ao morador decidir qual quer receber.
“Ninguém liga para gente para perguntar a marca da gripe. Nunca aconteceu isso. E agora existe toda uma panaceia e todo mundo acha que está entendendo de vacina”, critica.
Para reafirmar a importância dos imunizantes, Von Zuben cita o resultado do Projeto S, divulgado nesta semana pelo Instituto Butantan e que indica que a vacinação com a CoronaVac em Serrana (SP) teve potencial de controlar a pandemia com 75% da população adulta imunizada.
‘Vacinados causam efeito indireto de proteção a quem ainda não foi imunizado’, aponta estudo do Butantan
“Em Campinas a gente já está vendo o reflexo dessas vacinas, CoronaVac e Astrazeneca. Despencou a internação entre idosos, diminuiu muito as mortes, tem quase nada. A população tem que acreditar nas vacinas”.