Covid: Campinas tem maior fila de espera por UTI em 51 dias e perde 5 leitos SUS após fim de acordo


Dados desta quarta-feira (9) mostram 20 pacientes à espera de vagas. Saúde diz que redução ocorre após fim de contrato com Casa de Saúde e mais um leito também deixará relação. Prefeitura de Campinas
Rafael Smaira/G1
Campinas (SP) registrou 20 pacientes na fila de espera por UTI Covid-19 na tarde desta quarta-feira (9), o maior número em 51 dias e superado anteriormente em 19 de abril, quando eram 23. Além disso, o total de leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) Municipal perdeu cinco estruturas após fim de um contrato que a metrópole tinha com a Casa de Saúde. Veja abaixo a situação dos hospitais.
De acordo com a prefeitura, o acordo com a unidade de saúde é para um total de seis leitos de UTI. Este sexto estava em uso até a publicação, mas deve deixar de ser contabilizado a partir desta quinta. Na última semana de maio, o G1 mostrou que a administração, em meio à pressão, tentou contratar mais leitos na rede privada, mas recebeu negativas diante do aumento de internações por Covid-19.
Apesar da recomendação do governo de São Paulo para medidas restritivas aos municípios com lotação superior a 90% nas UTIs, a prefeitura descartou ações imediatas apesar da rede municipal ter chegado a 98,7%, com dois leitos disponíveis para pacientes gestantes. Em contrapartida, o governo Dário Saadi (Republicanos) diz que “não vai hesitar em tomar iniciativas que considere necessárias”.
Leitos de UTI (Covid-19)
Desde o início da pandemia, a cidade soma 103.877 infectados, incluindo 3.426 mortes vidas perdidas.
Os leitos estão divididos da seguinte forma, em números absolutos:
SUS municipal: 163 leitos, dos quais 161 estão ocupados. Há 2 leitos vagos (para gestantes).
HC da Unicamp: 40 leitos, dos quais 31 estão ocupados. Há 9 leitos vagos.
Particular: 221 leitos, dos quais 206 estão ocupados. Há 15 leitos vagos.
AME: 25 leitos, dos quais 20 estão ocupados. Há 5 leitos vagos.
A Secretaria de Saúde alega que o número de leitos de UTI nesta quarta é maior do que no mesmo período do ano passado, quando eram contabilizados 155 , e destaca que 15 deles foram abertos semana passada no Hospital Metropolitano. A unidade é particular, mas está sob gestão da Rede Mário Gatti após a Justiça manter a requisição administrativa realizada pelo Executivo.
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“A Secretaria tem buscado junto aos seus parceiros ampliar o número de leitos”, informa texto. Na terça, também por nota, o titular da pasta, Lair Zambon, considerou que os indicadores da pandemia em Campinas são estáveis, incluindo a demanda por leitos, embora sejam patamares elevados.
UTI Covid-19 no SUS Municipal
Mário Gatti: 44
Metropolitano: 15
Ouro Verde: 55
Rede conveniada: 48 (inclui Irmandade de Misericórdia, Casa de Saúde, Maternidade de Campinas, PUC-Campinas e Samaritano)
Veja abaixo gráfico que mostra a situação de leitos da metrópole. A partir de 2021, ele desconsidera dados do AME, que temporariamente voltou a ter leitos de UTI para Covid-19 em 27 de março.
Acompanhe no gráfico abaixo a fila de pacientes com Covid-19 à espera de leitos em Campinas, tanto de UTI quanto de enfermaria, segundo dados da prefeitura. Eles são divulgados desde 18 de março.
Em meio à segunda onda da pandemia, a metrópole registrou demanda superior à capacidade desde o primeiro dia de registro até 4 de maio. No dia 5, foi zerada, mas dois dias depois voltou a ser registrada. A fila foi eliminada pela segunda vez dia 12, contudo, em 18 de maio voltou a ser contabilizada.
“A administração municipal segue acompanhando diariamente indicadores da pandemia e reitera que é muito importante que a população mantenha as recomendações de distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos”, destaca a Secretaria de Saúde.
Leitos de enfermaria ocupados
Redes municipal e particular: 464
HC da Unicamp: 60
AME: 5
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