Covid: seis cidades da região de Campinas confirmam falta da CoronaVac para aplicar 2ª dose


Holambra, Hortolândia, Monte Mor, Santo Antônio do Jardim, Valinhos e Vinhedo relataram o problema nesta sexta (14). Secretaria de Estado da Saúde contesta prefeituras e defende que foram enviadas, aos públicos anunciados, doses suficientes para aplicação da 2ª dose. Profissional de saúde manipula dose da vacina CoronaVac, contra Covid-19, em Campinas
LEANDRO FERREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Pelo menos seis cidades da região de Campinas (SP) registram falta da 2ª dose da CoronaVac para completar a imunização contra a Covid-19. Dos 31 municípios da área de cobertura do G1 Campinas, Holambra, Hortolândia, Monte Mor, Santo Antônio do Jardim, Valinhos e Vinhedo relataram o problema nesta sexta-feira (14). A Secretaria de Estado da Saúde contesta as prefeituras e defende que foram enviadas, aos públicos anunciados, doses suficientes para aplicação da 2ª dose.
No levantamento realizado pelo G1, Louveira informou que completou o ciclo de imunização de quem recebeu a CoronaVac, mas disse que faltam doses para públicos-alvos já anunciados. Já sete cidades informaram que não há falta do imunizante e que a aplicação da 2ª dose segue o cronograma. Outras 17 não se manifestaram até esta publicação.
Municípios com falta da 2ª dose
Holambra
A prefeitura informa que 91 idosos aguardam para receber a 2ª dose da CoronaVac e que aguarda a liberação de novos lotes para completar a imunização.
Hortolândia
A Secretaria de Saúde informou que está sem a CoronaVac tanto para 1ª quanto 2ª dose, confirmou o problema, mas não informou quantos moradores estão à espera do imunizante.
Monte Mor
A prefeitura informa que os grupos mais afetados são os com idades entre 65 e 89 anos, profissionais da saúde e da educação. A administração fiz que enviou ofício ao GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) de Campinas pedindo mais doses.
Santo Antônio do Jardim
A cidade registra falta de nove doses da CoronaVac para completar a imunização, sendo sete idosos e dois trabalhadores da saúde. A prefeitura informou que vai entregar um formulário ao Conselho Nacional de Secretarias de Saúde para solicitar mais doses.
Valinhos
O governo municipal aponta que 100 idosos estão com atraso da imunização pela falta da CoronaVac e que já foi enviado um formulário à regional de saúde relatando a situação e a necessidade de mais doses.
Vinhedo
A prefeitura confirma falta de doses e fala em idosos afetados, mas destaca que o levantamento de quantidade de doses está sendo refeito.
Município com falta para 1ª dose
Louveira
A prefeitura diz que todos os moradores que tomaram CoronaVac e estão aptos a tomar a segunda dose, tiveram o ciclo de imunização concluído sem prejuízos. Entretanto, a administração informa que não tem doses suficientes para atender grupos anteriores. Seriam 430 idosos, com idade entre 60 e 62 anos, que não receberam ainda a 1ª dose.
Municípios sem relatos de problemas
Americana
Amparo
Campinas
Indaiatuba
Mogi Guaçu
Mogi Mirim
Serra Negra
Municípios que não responderam
Águas de Lindóia
Artur Nogueira
Espírito Santo do Pinhal
Estiva Gerbi
Itapira
Jaguariúna
Lindóia
Monte Alegre do Sul
Morungaba
Paulínia
Pedra Bela
Pedreira
Pinhalzinho
Santo Antônio de Posse
Socorro
Sumaré
Tuiuti
O que diz o estado?
Procurada para comentar o problema, a Secretaria de Estado da Saúde informou que iniciou a distribuição de mais doses aos municípios nesta sexta, sendo que 52,1 mil seriam destinadas à região de Campinas (DRS-7) para imunizar os grupos prioritários. A pasta, no entanto, não respondeu como atenderia aos municípios que estão com moradores à espera da 2ª dose.
Em nota, o governo de São Paulo informa que “todas as grades de vacinas são enviadas a cada região e cidade em tempo oportuno, em quantidade idêntica para aplicação de primeira e segunda dose” e que as grades de distribuição levam em conta o público integral e são acompanhadas das recomendações para aplicação.
“Os municípios recebem as grades de vacinas para os públicos-alvo e são responsáveis programar as estratégias para aplicar nos públicos definidos no PEI (Plano Estadual de Imunização). O PEI é claro e objetivo, cabendo às Prefeituras utilizar as vacinas de acordo com os critérios técnicos e públicos, ou seja, devem respeitar as faixas etárias e/ou grupos estipulados bem como o intervalo de tempo de aplicação entre doses (até 28 dias para a vacina do Butantan e até 12 semanas para a da Fiocruz)”, diz o comunicado.
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