Crianças e adolescentes são 60% das vítimas de violência sexual em Campinas


No Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado nesta terça-feira (18), especialista fala sobre impacto e sinais que os crimes causam às vítimas. Estado registra média de 783 casos de estupro de vulnerável por mês em 2021, diz SSP
As crianças e adolescentes são as maiores vítimas dos casos de violência sexual notificados em Campinas (SP). De acordo com a prefeitura, 60,05% das vítimas têm entre 0 e 17 anos. Os dados de ocorrências entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021 mostram ainda que as meninas sofrem seis vezes mais abusos que meninos e adolescentes do sexo masculino.
Os números servem de alerta neste Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado nesta terça-feira (18). São casos que ocorrem na maioria das vezes dentro de casa, sendo que pai, tio e padrasto aparecem como os principais autores dessas violências.
Segundo a prefeitura de Campinas, o estupro é o principal tipo de violência cometido, sendo crianças entre 0 e 11 anos as maiores vítimas.
Crianças e adolescentes representam 60% das vítimas de violência sexual em Campinas
Reprodução/EPTV
A psicóloga Maria Angélica Bossolane Batista, coordenadora de proteção da Secretaria de Assistência Social, explica que alguns sinais podem indicar que a criança ou adolescente seja vítima de violência sexual, e que neste caso a recomendação é denunciar a situação ao Conselho Tutelar da cidade.
“Mudanças de humor, mudanças no comportamento, as crianças geralmente que sofrem a violência sexual, elas ficam mais arredias com contato, ficam com muita dificuldade de aproximação física, elas ficam assustadas, ficam mais fechadas, elas têm medo de se aproximar, de conversar, e que aquele segredo seja revelado. As crianças mais próximas da adolescência costumam apresentar um comportamento mais erotizado, mais sexualizado, também nos desenhos, falas, histórias. Um elemento sozinho não significa que a criança já está sofrendo uma violência, mas na dúvida, notifique ao Conselho Tutelar, que é um órgão de defesa, proteção”, diz.
Denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100 ou pelo 190, da Polícia Militar.
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