Em reunião com governo de SP, prefeitos pedem mais vacinas e leitos de UTI, além de novas restrições, como 'lockdown'


Pedidos foram feitos em reunião virtual com o secretário estadual de Desenvolvimento Regional. Cerca de 440 representantes de municípios e do estado participaram do encontro. Mulher usando máscara de proteção facial passa diante de um cartaz com alerta sobre o coronavírus na região central de São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 15
NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO
Prefeitos de cidades do estado de São Paulo pediram à gestão de João Doria (PSDB) o envio de mais vacinas contra a Covid-19, a criação de novos leitos de UTI e a adoção de mais restrições de circulação, pleiteando inclusive a decretação de um lockdown em todo o estado.
Os pedidos foram feitos em reunião virtual com o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, neste domingo (21). Cerca de 440 representantes de municípios e do estado participaram da reunião.
Na troca de mensagens e também em suas falas, os prefeitos participantes fizeram diversas demandas ao governo estadual. O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), pediu a adoção de várias ações, entre elas a restrição do transporte público, como Metrô e CPTM. A cidade tem uma estação da Linha-11 Coral da CPTM que a conecta à capital.
Já o prefeito de Osasco, Rogério Lins (PODE), destacou que as medidas devem ser tomadas, “se for preciso, antes do dia 30 [de março].”
Representante de Diadema, também na Grande São Paulo, o prefeito José de Filippi Jr. (PT) disse que “o estado está em guerra” e pediu que o governo “feche o estado inteiro já”.
Prefeitos de cidades como Igarapava e Votuporanga, no interior do estado, pediram ao secretário estadual a criação de novos leitos de UTI e descreveram um cenário de esgotamento de vagas em suas regiões. O envio de novos lotes de vacinas contra Covid-19 também foi uma demanda apresentada por diversos prefeitos.
Da região de Campinas, o prefeito de Bragança Paulista criticou a decisão do prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), de antecipar os feriados na cidade. “Está tirando de São Paulo para fazer morrer no interior”, disse Jesus Chedid (DEM).
A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta (18) a antecipação de cinco feriados municipais e uma mudança no horário do rodízio para tentar aumentar o isolamento social e conter o avanço da Covid-19 na cidade.
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DANIEL CYMBALISTA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
ABC e Alto Tietê pedem lockdown
Prefeitos de 19 cidades enviaram na quinta-feira ofícios ao governador pedindo que seja decretado lockdown, com o fechamento de todo o comércio na região metropolitana, por sete dias.
A informação foi divulgada pelo prefeito de Santo André, Paulinho Serra (PSDB), presidente do consórcio de sete municípios que integram o ABC paulista. Segundo ele, a decisão incluiu ainda outras 12 cidades do consórcio do Alto Tietê.
Em nota, o consórcio do ABC afirma que a proposta é de “bloqueio total em todos os 39 municípios da Grande São Paulo, inclusive com a interrupção total do serviço de transporte público estadual”.
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Pelo pedido dos 19 prefeitos, até supermercados ficariam fechados, com vendas apenas por delivery ou drive-thru. Seria permitido o atendimento pessoal somente em farmácias, estabelecimentos de saúde e de segurança pública.
Em nota, o Palácio dos Bandeirantes informou que o “Governo de SP reafirma a disponibilidade para o diálogo permanente e apoio aos prefeitos dos 645 municípios” e que dá “integral autonomia para que prefeitos adotem medidas mais restritivas do que as normas estabelecidas pelo Estado”.
“Dessa forma, as administrações municipais podem, a qualquer tempo, ampliar restrições de circulação e demais medidas da quarentena, sem depender de norma editada pelo Estado, de acordo com o cenário local de evolução da pandemia. A medida já foi adotada por municípios como Araraquara, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, com apoio do Governo de SP”, respondeu o governo de SP.
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