Em um dia, Campinas lacra 3 comércios e fecha outros 4 por desrespeito à fase emergencial


Guardas Municipais também abordaram 345 carros durante o toque de recolher, entre 20h e 5h desta terça-feira. Desde o início da operação, 7.213 veículos foram parados. Guarda orienta motorista sobre toque de recolher em Campinas
Reprodução/EPTV
A fiscalização da Prefeitura de Campinas (SP) fechou, na terça-feira (6), quatro comércios e lacrou outros três que desrespeitavam as regras de funcionamento da fase emergencial do Plano São Paulo. Nesta etapa, a mais severa no combate à pandemia, apenas serviços essenciais podem atender presencialmente.
Já comércios de alimentos, como bares e restaurantes, estão liberados para vender por delivery (entrega), drive-thru e retirada (quando o cliente desce do carro para pegar o produto, mas sem entrar no estabelecimentos.
Lojas e empreendimentos de outros ramos ficam restritos à venda por delivery e drive-thru. Segundo a prefeitura, desde 18 de março, 1.432 estabelecimentos comerciais foram fiscalizados, sendo que 248 foram fechados e 73 lacrados. Veja o balanço das medidas de restrição de circulação em 20 dias abaixo:
A partir desta quarta-feira, a Prefeitura de Campinas voltou a liberar o drive-thru para todo o comércio, além do serviço de retirada aos estabelecimentos exclusivos de alimentação — como bares e restaurantes.
O G1 perguntou à prefeitura quais os comércios lacrados e fechados nesta terça-feira, mas não recebeu retorno até esta publicação. Os bairros percorridos pela fiscalização também não foram informados.
Toque de recolher
Já as abordagens de veículos e moradores durante o toque de recolher, que ocorre entre 20h e 5h, reuniram 345 carros e 396 pedestres entre terça e esta quarta (7).
As barreiras sanitárias terminaram no domingo (4), quando terminou o feriado prolongado de Páscoa.
Polícia Militar dá apoio ao toque de recolher em Campinas
Reprodução/EPTV
Na abordagem, guardas municipais questionam o motivo do deslocamento e orientam que os moradores voltem para casa se a causa não for de excepcional.
TJ permite condução à delegacia de pessoas que circulam sem motivo no ‘toque de recolher’
Em 20 dias, 7.213 veículos foram abordados e 10.997 pessoas orientadas no toque de recolher sobre a importância de ficar em casa e a obrigatoriedade de usar máscaras, além de adotar os protocolos de higiene.
Somado às barreiras sanitárias, que vigoraram entre 26 de março e 4 de abril, um total de 9.842 veículos foram abordados em blitze pela cidade.
Veja as regras da fase emergencial e do toque de recolher
Serviços de alimentação (padarias, supermercados, lojas de conveniência): devem encerrar as atividades presenciais às 20h – acesso de apenas uma pessoa por família.
Serviços de drive-thru para todo comércio: encerrar às 20h.
Delivery só pode ser feito dentro do horário de funcionamento estabelecido em alvará.
Retirada na porta dos estabelecimentos está restrito aos comércios de alimentos.
Lojas de materiais de construção não podem atender presencialmente.
Celebrações religiosas coletivas proibidas, mas recepção pode ser individual.
Multa de 800 UFICs (R$ 3,5 mil) para responsáveis por festas clandestinas ou reuniões familiares com mais de 10 pessoas.
Lacração imediata e multa de 800 UFICs (R$ 3,5 mil) para estabelecimentos flagrados funcionando em desacordo com as regras do município.
Condução do responsável pela organização da festa clandestina, da reunião familiar ou estabelecimento flagrado em desacordo até a delegacia de Polícia Civil, para registro de termo circunstanciado de ocorrência com base no artigo 268 do Código Penal (descumprimento de medida sanitária).
Proibição do uso de parques.
Proibição de atividades esportivas.
Proibição de qualquer aglomeração.
Obrigação do uso de máscara em todos os ambientes, internos e externos.
Teletrabalho é obrigatório para atividades administrativas não essenciais.
Abordagem de pessoas circulando após as 20h, educativa, com orientação para retorno ao domicílio.
Bloqueios em pontos estratégicos por ação integrada da Guarda Municipal e polícias Militar e Civil.
Uso do sistema de câmeras e leitores de placas para identificar aglomerações de veículos.
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