Enem para presos: 18,5% dos inscritos na região de Campinas têm nota para entrar na faculdade


De acordo com a SAP, 136 dos 734 inscritos no Enem PPL tiveram média igual ou acima de 450 e não zeraram na redação. Presa estuda na Penitenciária Feminina de Campinas
Fernando Evans/G1
Dos 734 homens e mulheres em unidades prisionais da região de Campinas (SP) que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL), 136 deles tiveram nota suficiente para concorrer a uma vaga em faculdade. O número representa 18,5% do total de inscritos na edição 2020, que teve as provas aplicadas em fevereiro deste ano.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), esses custodiados tiveram média aritmética igual ou acima de 450 pontos e não zeraram a redação. Em todo o estado de São Paulo, foram 2.444 presos que se “classificaram”.
Com essas notas, ressalta a SAP, os presos e presas estão “aptos a concorrerem a uma vaga no Ensino Superior tanto pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), para vagas remanescentes em faculdades particulares, quanto pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)”.
A nota obtida no Enem PPL também poderão ser usadas pelos reeducandos para tentar ingressar em universidades federais pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no segundo semestre deste ano.
Mesma exigência do Enem
O Enem PPL é realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o conteúdo cobrado na prova é o mesmo daquela aplicada às pessoas que estão em liberdade. A única diferença é que o teste é realizado dentro das unidades prisionais.
“O Enem PPL avalia o desempenho do participante que concluiu o ensino médio e, a partir de critérios utilizados pelo Ministério da Educação (MEC), permite o acesso ao ensino superior por meio de programas como Sisu, Prouni e Fies. Além disso, contribui para elevar a escolaridade da população prisional brasileira”, diz texto na página oficial do Inep.
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