Frente de prefeitos cobra que governo federal substitua Ernesto Araújo para reverter 'política externa desastrosa'


Ministro das Relações Exteriores também foi contestado por parlamentares por conta da atuação diante da pandemia. FNP afirma que Araújo é responsável por ‘leque diverso de trapalhadas’. Ernesto Araújo é pressionado para deixar cargo
Reprodução/Youtube/Itamaraty
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) pediu, em nota pública divulgada nesta sexta-feira (26), que o governo federal substitua o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para reverter a “política externa desastrosa” que vem adotando, principalmente diante a pandemia.
A entidade definiu que a atuação do ministro possui um “leque diverso de trapalhadas e atitudes destrutivas”. Araújo, que participará nesta sexta da cúpula virtual de comemoração dos 30 anos do Mercosul, tem recebido críticas e pressão para deixar o cargo.
Congressistas pediram a saída dele na quarta-feira e o governo federal está em busca de um nome para assumir o ministério, segundo o blog da Andréia Sadi.
Para a FNP, que é presidida pelo ex-prefeito de Campinas (SP) Jonas Donizette (PSB), são necessárias “medidas tempestivas” para recuperar a imagem do Brasil no exterior, sob pena de comprometer, ainda mais, a “inescapável e urgente aquisição de vacinas contra o coronavírus”.
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A frente enviará um ofício ao gabinete do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o pedido para substituição. “Neste momento de pandemia não há espaço para o que vem sendo relevado desde a posse do atual ministro”, pontua a entidade.
A FNP reúne as 412 cidades com mais de 80 mil habitantes, o que abrange todas as capitais, e representa 61% da população brasileira. A entidade tem liderado a criação de um consórcio público para a compra de vacinas por municípios.
O presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizete
Luiz Felipe Barbiéri/G1
Vacinas
A nota da FNP pontua que Araújo teria adotado postura contrária, ainda em 2020, sobre a participação brasileira no consórcio global Covax Facility, fato que foi noticiado pela Revista Época na quinta-feira (25).
O consórcio, iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) para facilitar a produção de vacinas contra a Covid-19, entregou ao país o primeiro lote de 1 milhão de doses do imunizante produzido pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford. A previsão é enviar mais R$ 41 milhões até o fim do ano.
“O desenho de tragédia está estabelecido, há insuficiência de doses de vacinas, aumento incontrolado de novas variantes do vírus, falta de leitos, escassez de oxigênio e medicamentos, além de uma diplomacia que tem cometido repetidos desatinos, em um momento no qual o apoio internacional é indispensável”.
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