Greve de residentes tem adesão de 75 profissionais que atuam na atenção básica em Campinas


Movimento nacional cobra o pagamento de bolsa-salário e bonificação pelo Ministério da Saúde; prefeitura de metrópole diz que, no momento, paralisação não causa reflexos nos atendimentos à população. Centro de saúde de Campinas (SP): residentes multiprofissionais atuam na rede de atenção básica
Reprodução/EPTV
A greve nacional de residentes em saúde para cobrar o pagamento de bolsas-salário e bonificação pelo Ministério da Saúde teve a adesão de 75 profissionais, de dez diferentes especialidades, que atuam na rede de atenção básica de Campinas (SP). A informação foi confirmada pela prefeitura nesta quarta-feira (12), que garante não haver, até o momento, reflexos no atendimento à população.
De acordo com a prefeitura de Campinas, ao todo 75 residentes multiprofissionais estão em greve. São nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, dentistas, educadores físicos, farmacêuticos, psicólogos, fonoaudiólogos e enfermeiros.
A Secretaria de Saúde informa que até o momento, os atendimentos na rede de atenção básica tem sido realizados pelos servidores. Por conta da pandemia, algumas dessas demandas apresentaram queda nos atendimentos nos últimos meses.
O movimento nacional teve início no dia 4 de maio, mas a adesão à greve tem sido gradual. Em Campinas, um grupo de 29 residentes da área de saúde mental, vinculados à Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, aderiu a paralisação na última sexta.
Segundo uma das residentes, o grupo chegou a receber, com atraso, a bolsa-salário, com atraso, mas a bonificação segue pendente. De acordo com a jovem, há relatos de profissionais sem o pagamento há dois meses e o ingresso no movimento nacional ocorreu também por solidariedade.
Em nota, a direção da FCM informa que “considera justa a reivindicação dos residentes multiprofissionais, mas que espera que o movimento de paralisação continue sendo conduzido de maneira responsável, minimizando os prejuízos às atividades de ensino e de atendimento à população, realizadas na universidade”.
O G1 procurou o Ministério da Saúde para questionar sobre os atrasos e se há prazo para regularização do pagamento das bolsas-salário e bonificação, mas não recebeu um posicionamento até está publicação. Assim que a pasta se manifestar, o texto será atualizado.
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