Guarda de Cosmópolis interrompe festa com som alto e aglomeração


De acordo com a prefeitura, responsável pela residência possui diversas qualificações por promover eventos durante a pandemia da Covid-19. Vice-prefeito de Artur Nogueira foi relacionado como parte da ocorrência, mas nega presença no evento. Delegacia de Polícia Civil de Cosmópolis
Jonatan Morel/EPTV
A Guarda Civil Municipal de Cosmópolis (SP) interrompeu, na noite desta segunda-feira (10), uma festa com som alto e aglomeração em meio a pandemia da Covid-19 em uma residência no Parque Residencial das Laranjeiras. O caso foi denunciado por vizinhos e registrado na delegacia da cidade na madrugada desta terça-feira (11). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil apura os fatos.
“Guardas civis municipais foram acionados via Cecom para atender a algumas solicitações de moradores vizinhos ao local dos fatos, sobre uma festa que estaria acontecendo, com aglomeração de pessoas e som em alto volume. Chegando ao local, foi solicitado ao proprietário da residência que encerrasse a festa, abaixasse o volume e pedisse para que todos que não morassem no imóvel se retirassem. O proprietário se recusou a obedecer aos guardas e foi conduzido à delegacia”, informa, em nota, a SSP.
No registro da ocorrência consta, como parte, Davi César Fernandes, vice-prefeito de Artur Nogueira (SP). Ao G1, o político e comunicador de 39 anos negou que estivesse participando do suposto evento e que foi ao local após ser acionado pelo proprietário, um empresário de 20 anos que, segundo ele, sofreria “perseguição” da Guarda.
Davi disse que esteve na delegacia apenas para pedir que Matheus Eduardo de Miranda Beque fosse ouvido pelo delegado, e não pelo escrivão. E que acabou relacionado como “parte” no boletim por pedido do guarda que apresentou a ocorrência.
Em nota, a Secretária de Segurança de Cosmópolis informa que Davi “chegou a Delegacia de Polícia de Cosmópolis anunciando que era vice-prefeito de Artur Nogueira e que queria falar com o delegado antes do B.O. ser confeccionado.”
Segundo a pasta, a averiguação no endereço qualificado como o de Matheus ocorreu depois da central de comunicação (Cecom) receber diversas denúncias de moradores incomodados com o excesso de barulho e com a quantidade de pessoas no local.
“O responsável da residência já possui diversas qualificações de promover eventos pela cidade durante a pandemia do coronavirus”, completa a nota.
O G1 tentou contato com Matheus Beque pelo telefone informado no boletim de ocorrência, mas a pessoa que atendeu a ligação disse que não se tratava do empresário e desligou. Em outras tentativas, as ligações caíram na caixa postal.
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