HC da Unicamp inicia retomada gradual de cirurgias eletivas suspensas desde março devido à pandemia


Procedimentos deixaram de ser realizados em 9 de março, diante de um cenário de superlotação e falta de leitos para pacientes com Covid-19. Apesar da restrição, 168 cirurgias classificadas como importantes foram realizadas em abril. O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas
Caius Lucilius / HC da Unicamp
O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas (SP), inicia nesta terça-feira (4) a retomada gradual das cirurgias eletivas. Os procedimentos foram suspensos em 9 de março diante de um cenário de superlotação e falta de leitos para pacientes com Covid-19.
Segundo o HC, uma nova sala cirúrgica foi preparada para a realização das cirurgias, não prejudicando, portanto, o atendimento de sintomáticos do coronavírus. O HC tem atualmente 40 leitos de terapia intensiva (UTI) Covid, sendo que 23 estavam ocupados nesta segunda (3).
Apesar da restrição praticada há quase dois meses, algumas cirurgias eletivas classificadas como importantes pela equipe médica precisaram ser realizadas, informou a instituição. Foram 168 ao longo do mês de abril. No mesmo período, 308 cirurgias de urgência foram feitas.
Leitos de enfermaria Covid no HC da Unicamp foram ampliados com o agravamento da pandemia
Caius Lucilus/HC Unicamp
Fase de transição
A metrópole está na fase de transição do Plano São Paulo e tem registrado queda na taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria nas últimas semanas. Ainda assim, os números continuam altos.
Nesta segunda (3), 78,84% das UTIs estavam preenchidas, considerando as vagas do SUS Municipal (duas livres) e dos hospitais particulares (78 livres). No HC a ocupação era de 57,5%.
Desde o início da pandemia, 3.034 pessoas morreram devido a complicações do coronavírus em Campinas. O número total de infectados chegou a 93.227 nesta segunda.
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