HC da Unicamp suspende atendimento no PS por 48 horas e cirurgias eletivas até 7 de junho


Unidade de Emergência opera com 295% da capacidade e mantém cinco pacientes graves que aguardam leitos de UTI. Suspensão das cirurgia serve para dar vazão aos pacientes internados. Uma das entradas do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp
Reprodução/EPTV
A superintendência do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp solicitou nesta terça-feira (1°) a suspensão, por 48 horas, do encaminhamento de pacientes para o Pronto-socorro e decidiu não realizar internações e cirurgias eletivas até 7 de junho por conta da superlotação na unidade.
Segundo o hospital, o PS opera com 295% da capacidade, o que inclui as duas salas de emergência destinadas à estabilização dos pacientes graves que chegam à unidade. “As UTIS Covid e não Covid também estão lotadas e sem capacidade de giro de leitos”, aponta.
São 62 pacientes internados no PS na tarde desta terça, sendo 38 com indicação de internação em enfermarias. Cinco deles estão em estado grave e intubados, aguardando leitos de UTI.
“Nos últimos dias, houve um aumento expressivo de procura espontânea de casos com síndromes respiratórias e de outras doenças que lotaram a unidade”, indica o hospital.
O pedido de não encaminhamento de pacientes foi enviado aos órgãos reguladores, como a Central Estadual de Regulação de Vagas (Crooss), aos serviços de resgate das rodovias, ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), aos bombeiros, às prefeituras da região e ao helicóptero Águia da Polícia Militar (PM).
Sobre a suspensão das eletivas, que são cirurgias agendadas, a superintendência argumenta que isso dará vazão aos pacientes do PS e das UTIs.
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