Infância na natureza influencia fotógrafo na escolha da profissão


Vitor Marigo cresceu viajando pelo mundo e atualmente trabalha com fotos de paisagens, animais e de esportes radicais. Vitor Marigo atualmente trabalha com fotografia de natureza e de esportes radicais.
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal
Nascer no Rio de Janeiro, ter uma casa na Serra da Mantiqueira para desbravar a natureza, viajar de carro até o Norte da Bahia, depois para o Pantanal. Conhecer o Sul do Brasil, a Bolívia, a Patagônia e até a África.
Esses foram apenas alguns dos destinos do atual fotógrafo de natureza e aventura Vitor Marigo, enquanto ainda era criança. O pai Luiz Claudio Marigo, considerado o maior fotógrafo de natureza da história da América Latina, e a mãe Cecília Banhara Marigo, que é designer, fizeram questão de proporcionar uma infância recheada de experiências únicas e de conexão com as florestas, paisagens e com os animais.
Durante a pandemia, sair sozinho para fotografar foi uma atividade valiosa para manter a sanidade mental, segundo Vitor.
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal
“Eu e meu irmão tivemos uma criação muito diferente por conta do trabalho do meu pai que era fora do escritório e no meio do mato. A gente tinha a oportunidade de viajar para diversos lugares e tanto ele quanto a minha mãe sabiam como esses momentos eram valiosos e como éramos privilegiados, por isso sempre valorizaram muito o que a gente fazia”, conta Vitor.
O respeito pelos seres vivos e a noção da importância da preservação dos recursos naturais do planeta foram presentes desde sempre na vida de Vitor, assim como a fotografia. “Eu costumo brincar que eu comecei a ser fotógrafo quando saí da barriga da minha mãe”.
A tietinga mede cerca de 29 centímetros e pode ser encontrada em diversos estados no Brasil.
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal
Apesar disso, ele decidiu se formar em comunicação e deu início à vida profissional em escritórios e agências de publicidade. Marigo conta que depois de um tempo sentiu a necessidade de largar o emprego formal e se conectar com algo que realmente amava. Foi ai que criou uma empresa de turismo radical e a fotografia ressurgiu como opção profissional.
“Foi algo meio que orgânico, sem pensar muito no dinheiro. Aprendi com o meu pai que trabalhar com algo que a gente ama é impagável, principalmente com a natureza que ensina a gente a não ter ego. A natureza é muito maior que todos nós e muito mais importante também”, conta.
Vitor faz um trabalho voluntário acompanhando o Refauna na soltura de animais selvagens para acompanhamento.
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal
Desde então a carreira se solidificou com fotografias de natureza e também de esportes radicais, sempre ao ar livre, outra paixão de Vitor. Atualmente ele trabalha em um livro bilíngue sobre o Parque Nacional da Tijuca, que trará um raio-x da área com diversas informações sobre tudo que pode ser encontrado lá dentro.
Minha espiritualidade é muito ligada ao natural, valorizo toda forma de vida como algo sagrado. O que me encanta nas fotos é tentar a partir delas aproximar as pessoas da natureza, promovendo a necessidade de preservá-la para mim, para elas, para os meus filhos, para os filhos dela e para todas as gerações futuras
Confira outros registros
Em viagens pelo Brasil, o fotógrafo registra uma grande diversidade de animais.
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal
Flore também são registradas pelo fotógrafo.
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal
Segundo Vitor, qualquer viagem a passeio vira profissional, já que a câmera sempre está presente.
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal
O carcará não é taxonomicamente uma águia, e sim um parente distante dos falcões.
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal
Sempre-viver no nascer do sol: Chapada dos Veadeiros
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal
A tiriba-de-testa-vermelha ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul, além da Mata Atlântica de Goiás e do sul do Mato Grosso do Sul, Uruguai, Paraguai e Argentina
Vitor Marigo/Arquivo Pessoal