IR 2021: a 1 mês do fim do prazo, região de Campinas entrega 26,7% das declarações à Receita


Contribuintes têm até 30 de abril para preencher e enviar os formulários de declaração do Imposto de Renda 2021 à Receita Federal. G1 tem página especial para esclarecer dúvidas. Região de Campinas entregou 26% das declarações de Imposto de Renda até um mês antes do fim do prazo.
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A um mês do fim do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2021, ao menos 26,7% dos contribuintes da região de Campinas (SP) que devem declarar entregaram seus formulários. O número corresponde 224.589 declarações emitidas nas 31 cidades da área de cobertura.
Ao todo, a Receita Federal espera receber este ano 841.031 declarações na região. O dado mais atualizado do número de pessoas que já emitiram é do último domingo (28), quando ainda eram esperadas ao menos 616.442. Veja número de declarações por cidade abaixo.
O prazo para envio dos dados começou em 1º de março. Quem é obrigado a declarar e não o fizer, ou enviar a declaração fora do prazo, terá que pagar multa de, no mínimo, R$ 165,74, e máximo de correspondente a 20% do imposto devido. Ao longo da reportagem, confira quem precisa declarar.
Na metrópole campineira, um total de 339.314 contribuintes devem enviar a declaração em 2021, sendo que 82.012, ou 24%, já o fizeram.
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Declarações entregues por cidade
Hortolândia é a cidade da região com maior número de declarações entregues à Receita diante da quantidade esperada, 36,5%. Já Santo Antônio do Jardim é o município que menos enviou, com 15,1% dos formulários devidos. Na tabela abaixo, confira a situação das 31 cidades da região.
Restituição em 5 lotes
Assim como em 2020, as restituições serão feitas em cinco lotes. Veja o cronograma:
1º lote: 31 de maio
2º lote: 30 de junho
3º lote: 30 de julho
4º lote: 31 de agosto
5º lote: 30 de setembro
Quem precisa declarar
quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2020. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado.
contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado;
quem obteve, em qualquer mês de 2020, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
quem teve, em 2020, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
quem tinha, até 31 de dezembro de 2020, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;
quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2020;
quem optou pela isenção do imposto incidente em valor obtido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda.
Neste ano, a Receita tornou obrigatória a entrada da declaração do Imposto de Renda para as pessoas que receberam Auxílio Emergencial em 2020 e, além das parcelas, tiverem recebido R$ 22.847,76 ou mais em outros rendimentos tributáveis.
Segundo o órgão, os valores recebidos de auxílio emergencial são considerados rendimentos tributáveis e devem ser declarados na ficha “Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica”. Eles não contam, no entanto, para o teto de R$ 22.847,76.
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