Longe da meta de 50%, Campinas tem maior taxa de isolamento para uma segunda-feira em 7 meses


Índice de 39% é o maior para o primeiro dia útil da semana desde os 41% registrados em 10 de agosto de 2020; comparação excluí os índices obtidos nos feriados de 7 de setembro, 12 de outubro e 2 de novembro do ano passado. Movimento no centro de Campinas no primeiro dia de fase emergencial, em 15 de março de 2021
Reprodução/EPTV
Campinas (SP) registrou 39% de taxa de isolamento social nesta segunda-feira (22), índice abaixo da meta estipulada pelo estado de pelo menos 50% para reduzir a transmissão do coronavírus e provocar a queda de casos, internações e mortes por Covid-19. Apesar de aquém do esperado, é a maior para o primeiro dia útil da semana há sete meses, excluindo os feriados de 7 de setembro, 12 de outubro e 2 de novembro de 2020, que caíram todos em uma segunda-feira.
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O número serve para exemplificar a baixa adesão ao isolamento mesmo no período mais crítico da pandemia. O Centro de Contingência de São Paulo “baixou a régua para os 50%”, mas especialistas afirmam que o ideal para conter a disseminação do vírus seria que o índice atingisse 70%, número jamais obtido durante a pandemia.
Segundo o infectologista André Bueno, da PUC-Campinas, essa baixa taxa de isolamento é o que permite que o vírus continue circulando.
“Algumas desistem, param de seguir com tanto rigor [as medidas restritivas], começam a fazer aglomerações. Isso vai se somando. E nessa doença se você tem um percentual da parcela que se expõe, o vírus continua circulando”, explica.
Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben explicou que havia a expectativa, após um período mais tranquilo de casos em setembro de 2020, de que a adesão da população pelo distanciamento físico e uso de máscaras surtisse efeito.
“A proposta da Secretaria de Saúde e da maioria era assim: ‘vamos voltar a conviver com o vírus desde que você só saia de casa de máscara, não vá em aglomeração e sempre mantenha distanciamento físico’. Porém, a gente já não vê a mesma adesão da população. A gente sente que começa a haver uma fadiga, um cansaço, e as pessoas passam a não levar mais a sério, e a gente começa a ter de novo, a partir de novembro, um aumento do número de casos. Hoje em dia a gente já passou, inclusive, os casos que a gente teve no pico, em julho, em termos de caso notificado”, ressalta.
“Uma coisa é certa: aderindo às medidas não pega a doença, mas se não aderir, você pega e você não sabe se vai evoluir pra gravidade ou não”, completa Andrea.
Como é feito o monitoramento?
O monitoramento inteligente é feito com base em dados cedidos pelas operadoras Vivo, Claro, Oi e Tim. O governo do estado destaca que o sistema analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social.
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