Média móvel de internações Covid na região é a maior em um mês e Campinas projeta alta até junho


Dados da Fundação Seade mostram média móvel de 215 hospitalizações por dia nas 42 cidades do Departamento Regional de Saúde da 7ª região (DRS-7), a mais alta desde 18 de abril. Metrópole anuncia abertura de até 15 leitos de UTI nos próximos 10 dias. Foto de 27 de março de 2021 da movimentação de ambulâncias chegando com pacientes com Covid-19 no Hospital Municipal Doutor Mário Gatti, em Campinas
KAREN FONTES/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO
Com aumento de 18,2% em novas internações por Covid-19 na semana, o Departamento Regional de Saúde da 7ª região (DRS-7), com sede em Campinas (SP), atingiu a maior média móvel em um mês: 215. Relatório da Fundação Seade aponta que o índice desta sexta-feira (21), que reflete o cenário do dia anterior, só ficou atrás de 18 de abril, quando a taxa foi de 217.
Maior município da região, Campinas (SP) prevê que a alta de internações se estenda por pelo menos três semanas e projeta a abertura de até 15 leitos de UTI Covid nos próximos 10 dias. Das 150 vagas de terapia intensiva da rede municipal, 148 estavam ocupadas nesta sexta, com 13 pacientes na fila de espera (leia mais abaixo).
O crescimento do indicador ocorre na mesma semana em que o governo estadual anunciou, em atualização do Plano SP, ampliação da capacidade de atendimento nos comércios e serviços de 30% para 40% a partir de segunda-feira (24).
Durante a semana, a infectologista Raquel Stucchi, professora da Unicamp e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, já havia classificado o avanço nas flexibilizações como “precoce”.
“A opção dessa última flexibilização [Plano SP] foi em um momento bem precoce. Estávamos em um péssimo momento e os números melhoraram um pouco, mas continua ruim. Estamos em um platô muito alto de internações e de número de mortes”, alertou Stucchi.
O G1 questionou à Secretaria de Estado da Saúde sobre a flexibilização diante do aumento nos indicadores. A pasta informou que está analisando os dados e que irá se posicionar. O texto será atualizado assim que o órgão se manifestar.
A fila aumenta…
Em Campinas, o número de pessoas na fila por uma vaga de UTI Covid, que chegou a zerar por vários dias na primeira quinzena de maio, tem crescido durante a semana e chegou, nesta sexta, a 13 pacientes à espera de leitos adequados para o tratamento da doença.
Por nota, a Secretaria de Saúde do município atribui como causa mais provável o relaxamento dos protocolos sanitários, como uso de máscara e distanciamento social, principalmente relacionados a celebração do Dia das Mães.
Segundo a pasta, o aumento deve permanecer por mais três semanas, “mas de forma controlada”.
“Mesmo com esse controle, aqui em Campinas já estamos projetando mais 10 a 15 leitos UTI Covid nos próximos 10 dias. Mesmo com esse aumento, ressaltamos que a gestão de leitos de UTI Covid e não Covid é dinâmica.
“A Secretaria de Saúde reforça, mais uma vez, a necessidade da população manter regras mais rígidas de comportamento durante a pandemia, o que inclui evitar aglomerações, usar máscara e álcool em gel”, completa a nota.
Ambulância em frente ao Hospital Metropolitano na cidade de Campinas, interior de São Paulo, em foto de 22 de março de 2021
DENNY CESARE/ESTADÃO CONTEÚDO
Municípios no DRS-7
O DRS-7 abrange 42 municípios. São eles:
Águas de Lindóia, Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Cabreúva, Campinas, Campo Limpo Paulista, Cosmópolis, Holambra, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Joanópolis, Jundiaí, Lindóia, Louveira, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Morungaba, Nazaré Paulista, Nova Odessa, Paulínia, Pedra Bela, Pedreira, Pinhalzinho, Piracaia, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Tuiuti, Valinhos, Vargem, Várzea Paulista e Vinhedo.
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