Nº de agentes de segurança de Campinas com Covid em 2021 ultrapassa 60% dos casos do ano passado inteiro


Registros da doença na Guarda Municipal em 4 meses já são 67% do total de 2020. Na Polícia Civil, índice é ainda maior e chega a 89%. Por outro lado, as duas corporações têm 92% do efetivo vacinado. Vacinação para profissionais de segurança no 47º Batalhão de Campinas
Denny Cesare/Código 19
O número de guardas municipais e policiais civis de Campinas (SP) com Covid-19 em 2021 já ultrapassou, de janeiro a abril, pelo menos 60% dos casos registrados em 2020 inteiro. Por outro lado, de acordo com um balanço obtido pelo G1 junto a prefeitura e ao Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior 2 (Deinter 2), as duas corporações estão com 92% do efetivo vacinado com a primeira dose.
As duas informações não têm relação e o alto número de casos em comparação com o ano passado se deve à intensificação da segunda onda desde janeiro. Ou seja, a maior parte dos casos de coronavírus nos agentes de segurança da metrópole foi confirmada ainda antes do início da vacinação para a categoria, que começou há um mês e meio.
No caso de policiais civis, o índice de contaminados pela Covid em quatro meses de 2021 é 89% do número de profissionais que pegaram a doença no ano passado todo. Já na Guarda Municipal, os casos registrados até abril deste ano já correspondem a 67% do número de 2020. Veja mais detalhes abaixo.
O G1 também solicitou as mesmas informações à Polícia Militar, mas a corporação informou que o pedido deveria ser feito exclusivamente pelo Serviço de Informação ao Cidadão (SIC).
Já a Polícia Federal afirmou que tem 98% do efetivo vacinado. Os 2% que não receberam as doses, segundo a instituição, é porque não manifestaram interesse ou afirmaram “já ter sido contaminados”. No entanto, a recomendação de autoridades de saúde e especialistas é para que mesmo quem já foi infectado com a Covid seja imunizado.
2ª Delegacia Seccional de Campinas (SP)
Johnny Inselsperger/EPTV
Polícia Civil
De acordo com o Deinter 2, o efetivo total da Polícia Civil de Campinas é de 514 profissionais. Destes, 473 já foram vacinados contra a Covid-19, o que representa os 92%. Em relação à contaminação da doença, a corporação registrou, nos quatro primeiros meses deste ano, 33 testes positivos em agentes, sendo que de março de 2020, quando começou a pandemia no Brasil, a dezembro, o número foi de 37.
O diretor do Deinter, José Henrique Ventura, disse ao G1 que o número de policiais civis vacinados deve ser até maior atualmente, já que uma parcela, que decidiu não se imunizar quando a aplicação das doses começou, mudou de ideia em um segundo momento. De acordo com o delegado, a segunda onda da doença impactou a corporação de forma bem mais significativa do que no ano passado.
“Isso demonstra o grau de infecção dessa doença que retornou com tudo. Agora, com a vacinação, a gente tem o policial mais seguro para trabalhar por estar, se não totalmente protegido, mais protegido de uma doença que ele pode levar para casa e infectar a família”, explicou Ventura.
Guarda Municipal de Campinas atua em forças-tarefa para coibir aglomerações
Divulgação/Guarda Municipal
Guarda Municipal
Segundo dados obtidos com a Prefeitura de Campinas, a Guarda Municipal tem aproximadamente 700 agentes na ativa em sua corporação. Com a imunização de 92%, pelo menos 640 profissionais receberam a primeira dose da vacina contra a Covid. Por outro lado, 37 pessoas foram infectadas pelo coronavírus de janeiro a abril, contra 57 do ano passado todo, o que equivale aos 67%.
De acordo com a comandante da Guarda Municipal de Campinas, Maria de Lourdes Soares, o objetivo é sempre atingir os 100% de imunização. Apesar de ainda não ter chegado nisso, ela considera o número de profissionais vacinados muito expressivo, considerando que a corporação atua diretamente no combate a eventos com aglomerações, o que não é recomendado por facilitar a contaminação da doença.
A comandante ainda afirmou que também percebeu o aumento grande de registros de coronavírus no início de 2021, em comparação com o ano passado, o que provocou inclusive cinco óbitos de agentes – dois deles não estavam na ativa.
“Essa vacinação traz a perspectiva de não ser mais contaminado. Então, isso, para a gente, é fantástico. Esse número de contaminados já deixou de existir depois da 1ª dose porque hoje não temos ninguém infectado. Ou seja, esse índice tende a não aumentar mais. Além disso, a gente mantém todos os protocolos de distanciamento social, uso de máscara e higienização das viaturas”, completou Maria de Lourdes.
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