Pescador esportivo eterniza as memórias das pescarias em ilustrações científicas


Prática é hobby antigo de Carlos Vettorazzi; morador de Piracicaba (SP) utiliza fotografias e informações técnicas como referência para os desenhos. Depois da pescaria, Carlos continua em contato com as espécies através dos desenhos
Carlos Vettorazzi/VC no TG
Entre os pescadores esportivos existe o lema “pesque, fotografe e solte”, mas o professor universitário aposentado Carlos Vettorazzi adaptou a frase para melhor representar a relação com a prática: “pesque, fotografe, solte e ilustre”.
Apaixonado por ilustração científica há pelo menos dez anos, ele passou a se dedicar aos desenhos depois de se aposentar, no ano de 2017. “Entre 2012 e 2013 fiz um curso de grafite e pontilhismo, mas na época a minha atividade profissional não permitia que eu dedicasse o tempo que gostaria às ilustrações. Há dois anos fiz outro curso para ampliar o conhecimento sobre as técnicas e passei a estudar o preenchimento com lápis de cor e aquarela”, conta o engenheiro agrônomo. “A ilustração faz parte de um projeto de vida pós aposentadoria que faço por hobby”, diz.
Para as ilustrações Carlos se inspira em fotografias, observações e informações técnicas
Carlos Vettorazzi/VC no TG
Mas, por que ilustrar peixes? A resposta está na tradição da família. “Pesco desde criança e, há 28 anos, sou praticante da pesca esportiva. Desenhar os peixes é, para mim, um desdobramento natural da pesca, pois é uma oportunidade de estar em contato com o tema ‘peixe’ entre uma pescaria e outra”, destaca.
Todo o trabalho envolvido no processo, desde definir a espécie a ser ilustrada, buscar informações e imagens sobre ela, fazer o desenho base, transferi-lo para o papel definitivo até executar a ilustração, tudo é muito desafiador, mas muito prazeroso
Pescaria esportiva é prática antiga que inspira as ilustrações
Carlos Vettorazzi/VC no TG
Como o próprio nome adianta, ilustrações científicas exigem um alto nível técnico para representar detalhes da espécie em questão. Para isso, Carlos utiliza como referência fotografias e informações retiradas em livros e trabalhos científicos. “Sempre que capturo uma espécie na pescaria faço muitas fotos para, depois, avaliar as cores daquele exemplar vivo, o número de escamas e de raios em cada nadadeira, por exemplo”.
A experiência nos rios também serve de inspiração para alguns projetos desenvolvidos pelo engenheiro. “Um deles é ilustrar os peixes do rio Piracicaba, espécies de interesse à pesca. No segundo projeto estou ilustrando as espécies que já pesquei. A ideia é pescar e ilustrar todas as espécies brasileiras do gênero Cichlas, composto por tucunarés. Por isso digo que é um projeto de vida pós aposentadoria”, completa Carlos, que também se aventura na ilustração de plantas e insetos e compartilha todo o material nas redes sociais. “O Instagram tem aberto portas para que eu possa interagir com outros ilustradores, tanto brasileiros quanto estrangeiros”, conta.
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