Polícia arquiva inquérito contra ex-servidor de Campinas suspeito de negociar compra de testes de Covid


Luiz Fernando Mariano Mateus, ex-comissionado da prefeitura, comemorou o resultado: ‘A Justiça tarda, mas não falha. Deus é bom”. Teste de coronavírus, em Campinas
Alle Barbi
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediram o arquivamento do inquérito que investigava um ex-servidor da Prefeitura de Campinas (SP) e outras três pessoas que chegaram a ser presas suspeitas de negociar a compra de 25 mil kits de testes para o novo coronavírus em abril de 2020. Os relatórios apontam que não houve materialidade do delito.
Luiz Fernando Mariano Mateus era funcionário comissionado da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer quando acabou preso e investigado. Ele foi exonerado no dia seguinte. Nesta terça-feira (23), ele disse que o caso “acabou com sua vida e que não havia feito nada de errado”.
“Acabaram com a minha vida. Tenho uma reputação, tenho filhos, tenho família. Perdi emprego. E a gente sempre fez a coisa certa. Nunca fez nada de errado. Imagina eu com meus filhos, foi uma injustiça que fizeram comigo. Política no meio, para atingir outras pessoas politicamente. Mas a Justiça ia vir à tona. Taí, a Justiça tarda, mas não falha. Deus é bom”, disse.
Em nota, a prefeitura de Campinas informou que não era parte do processo. “Como tratava-se de um funcionário que ocupava um cargo em comissão, a partir do momento de sua exoneração, ele não tem mais vínculo com a Prefeitura. A Administração Municipal não é parte do processo”.
Detenção após denúncia
O servidor e outros três homens foram detidos no dia 14 de março de 2020 após uma denúncia feita à Polícia Militar de que homens negociavam a compra e venda de armas e drogas no estacionamento de uma padaria no Jardim Flamboyant.
As investigações, entretanto, não comprovaram qualquer prática ilícita. Ao pedir o arquivamento, o MP destaca “os investigados prestaram declarações harmônicas, em consonância com os elementos encontrados nos aparelhos celulares apreendidos. As pessoas identificadas e ouvidas no presente inquérito policial não confirmaram a prática ilícita e nenhum outro elemento que indicasse a prática da receptação ou outras fraudes foi colhido durante a instrução”.
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