Polícia pede prisão temporária de suspeito de atirar na ex-mulher e na filha dela em Campinas


Suspeito está foragido. Mulher de 39 anos e a menina foram encaminhadas ao Hospital Mário Gatti e permanecem internadas. Suspeito de atirar na ex-mulher e na filha dela em Campinas continua foragido
A Polícia Civil pediu a prisão temporária do homem suspeito de atirar na ex-mulher e na filha dela, na madrugada desta sexta-feira (4), em Campinas (SP). Ele segue foragido e as vítimas, de 39 e 10 anos, permanecem internadas no Hospital Mário Gatti.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que aguarda a decisão judicial sobreo o pedido de prisão, e confirmou que a vítima já possuía medida provisória contra o suspeito. Durante o dia, testemunhas foram ouvidas.
Segundo o registro do boletim de ocorrência, a mulher estava em casa com a filha, que já estava dormindo, quando ouviu um barulho de tiro do lado de fora. Ela tentou acender a luz, mas a energia foi cortada. Em seguida, o homem arrombou a porta e entrou na residência dizendo que ia matá-la. Andreia Aparecida da Silva Ribeiro tentou fugir, mas foi atingida no braço e na clavícula.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a criança acordou e entrou na frente da mãe para tentar protegê-la, mas também foi baleada no abdômen – o atirador não é o pai da criança.
Polícia Civil pediu a prisão temporária do suspeito de atirar na ex-mulher e na filha dela, em Campinas (SP)
Reprodução/EPTV
As duas foram encaminhadas ao Hospital Municipal Doutor Mário Gatti, onde permanecem internadas. O estado de saúde da mãe é estável. A filha precisou passar por cirurgia e, segundo boletim médico divulgado no final da tarde, permanece em UTI pediátrica, “com boa evolução”.
De acordo com familiares da vítima, ela e o homem tiveram um relacionamento por um ano e o suspeito não aceitou o término. A mulher tinha até uma medida protetiva contra ele. “Ele perseguia ela, não aceitava o fim, ameaçou, bateu nela semana passada e agora fez isso”, disse o pai de Andreia.
A mulher disse à polícia que o homem trocou o carro que tinha pela arma que usou no crime. Além de homicídio qualificado, o caso foi registrado na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas com as qualificadoras de tentativa de feminicídio, descumprimento de medida protetiva e tentativa de homicídio contra pessoa menor de 14 anos.
2ª DDM de Campinas completa 1 ano do atendimento 24 horas nesta sexta-feira
Fernando Evans/G1
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