Por dentro de Viracopos: saiba como é feita a identificação de drogas dentro do maior aeroporto de cargas do Brasil


Terminal em Campinas está na rota do tráfico internacional e virou porta de entrada de drogas sintéticas. Série da EPTV mostra trabalho para coibir o trânsito de substâncias ilegais no país. Série mostra apreensão de drogas no Aeroporto de Viracopos em Campinas
O Aeroporto de Viracopos está localizado na rota do tráfico internacional e se tornou porta de entrada para drogas sintéticas. De acordo com dados da Receita Federal, em 2020, foram interceptadas 11 toneladas de entorpecente, com prejuízo de R$ 115 milhões aos traficantes. A EPTV, afiliada da TV Globo, entrou na estrutura em Campinas (SP) para entender como funciona a identificação do material ilícito que chega dentro de encomendas no terminal de cargas, o maior do Brasil.
A reportagem, exibida nesta terça (18) pelo EPTV 1, é a primeira de uma série que vai mostrar como o aeroporto trabalha para coibir a entrada de drogas no Brasil. A equipe recebeu uma autorização especial para entrar no Laboratório do Núcleo-Técnico-Científico, onde é feita a análise da substância para a elaboração do laudo pericial. A estrutura, em operação há um ano, foi montada em parceria entre a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Veja imagens exclusivas acima.
O laboratório é considerado o mais completo dentro de um aeroporto brasileiro para análises forenses. Alguns equipamentos custam R$ 1,5 milhão e são capazes de identificar diferentes componentes usados na fabricação de drogas. Com base na leitura de elementos químicos, os aparelhos garantem qual é o tipo de substância e qual é o entorpecente. A chance de erro é zero.
Laboratório dentro do Aeroporto de Viracopos identifica drogas sintéticas
Reprodução/EPTV
O delegado chefe da Polícia Federal em Campinas, Edson de Souza, afirmou que o combate às drogas sintéticas têm um protocolo diferente ao de outros entorpecentes porque o tráfico não é feito por pessoas, mas sim por encomendas, o que dificulta o processo de investigação e identificação dos suspeitos.
“O transporte é feito nas remessas expressas, ou seja, nas pequenas encomendas, dentro de pacotes com endereços falsos de remetentes, para que eles não sejam identificados”, explicou o delegado.
Terminal de Cargas do Aeroporto de Viracopos, em Campinas
Reprodução/EPTV
Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas
Reprodução/EPTV
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