Primeira noite de toque de recolher na RMC tem comércios abertos e pessoas sem máscara


Situações de desrespeito foram registradas em Indaiatuba e Sumaré. Presidente do Conselho de Desenvolvimento da região descreveu infrações como ‘lamentáveis’. Fiscalização flagra cenas de desrespeito ao toque de recolher em Indaiatuba e Sumaré
A primeira noite de toque de recolher com regras mais rigorosas na Região Metropolitana de Campinas (SP) foi marcada por flagrantes de desrespeito, com comércios abertos além do horário permitido e pessoas circulando nas ruas sem máscaras na noite de sexta-feira (20).
A medida foi adotada após uma reunião entre os prefeitos, que chegaram a discutir a possibilidade de lockdown. Segundo a Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp), autarquia estadual que visa integrar interesses em comum deste grupo de cidades, cada prefeitura ficou responsável pela publicação de seu respectivo decreto.
Sumaré
Já em Sumaré (SP), a equipe da EPTV, afiliada da TV Globo, registrou um bar, uma cervejaria, uma loja de conveniência, um supermercado e uma padaria em funcionamento após as 20h, desrespeitando o toque de recolher. Além disso, moradores foram vistos pelas ruas sem máscaras.
Em nota, a prefeitura informou que equipes da Guarda Municipal e da Polícia Militar realizaram ações de orientação e prevenção durante toda a noite e em todas as regiões da cidade. “Porém, se faz necessária a cooperação de todos, porque mesmo aumentando o efetivo e viaturas não é possível estar em todos os locais simultaneamente”, disse o texto.
Além disso, a administração destacou que, mesmo após a fiscalização, alguns estabelecimentos podem reabrir. Em casos de reincidência de descumprimento do decreto, o proprietário será notificado e multado. Denúncias de desrespeito podem ser realizadas pelo telefone (19) 3873-2655.
Estabelecimentos estavam abertos após as 20h, o que não é permitido no toque de recolher
Reprodução/EPTV
Indaiatuba
Em Indaiatuba (SP), moradores formaram uma fila de carros no drive-thru de uma rede de fast food. Pelo decreto, porém, somente o serviço de delivery estariam liberadas entre 20h e 5h. Um supermercado do município permaneceu aberto até 21h30 e, assim como em Sumaré, moradores foram vistos sem máscara.
A prefeitura afirmou, em nota, que fiscalizou mais de 200 locais nos últimos 15 dias. O monitoramento, que conta com o apoio da Guarda Municipal, trabalha de acordo com as denúncias recebidas pelos telefones 153 e 0800-770-7702.
“Supermercados estão elencados no rol das atividades essenciais e podem trabalhar dentro do horário estabelecido no alvará. O mesmo vale para o delivery e o drive-thru. Podem funcionar dentro do horário do alvará do estabelecimento, vedado o consumo no local”, esclareceu a administração.
‘Consequências danosas’
Em Jaguariúna (SP), uma blitz educativa com o apoio da Guarda Municipal orientou motoristas sobre as medidas de prevenção à Covid-19. Em entrevista à EPTV, o prefeito do município, Gustavo Reis (MDB), que também é presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC, descreveu as situações de desrespeito como “lamentáveis”.
“É lamentável a gente ver esse tipo de comportamento, porque todos os governantes e autoridades que estão à frente da pandemia estão fazendo o máximo para poder combater o contágio do coronavírus. […] Porém, se a população não fizer a parte dela, nós vamos sofrer as consequências danosas, que é justamente a falta de leitos”, frisou.
Presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC tira dúvidas sobre restrições
Como exemplo do cenário de insegurança vivido pela saúde, o prefeito destacou o fato de que, há três semanas, 100 pacientes da região aguardavam um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) via Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross). Na sexta-feira, o número chegou a 360.
“O momento não é de confraternização, é de consciência, e essas pessoas acabam se contaminando e ocupando uma vaga de UTI daquelas pessoas que são prudentes, que são responsáveis, que às vezes precisam emergencialmente de um leito e não têm”, afirma Reis.
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