Região aguarda doses remanejadas da CoronaVac para vacinar gestantes e puérperas a partir de 17 de maio contra Covid


Governo de SP informou que foi possível remanejar as doses da vacina produzida no Butantan para imunizar as mulheres. Medida foi necessária após suspensão do uso da AstraZeneca para esses grupos nesta terça (10). Mais de 2.500 mulheres entre gestantes e puérperas foram agendadas para receber a vacina contra a Covid-19 em Fortaleza neste domingo
André Costa
Após a suspensão do uso da vacina AstraZeneca para grávidas e puérperas – mulheres que tiveram bebês em até 45 dias -, prefeituras da região de Campinas (SP) informaram nesta quarta-feira (12) que aguardam o envio de mais doses do imunizante para retomar o cronograma. Nesta tarde, o governo estadual disse que remanejou as vacinas da CoronaVac para recomeçar a imunização no dia 17 de maio.
Em nota enviada aos municípios na noite desta terça (10), a Secretaria Estadual de Saúde manteve a suspensão temporária da imunização, seguindo o Plano de Imunização de SP, até o envio de mais vacinas às regionais de saúde.
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Entre os imunizantes utilizados no Brasil, somente os da CoronaVac e da Pfizer estão autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na vacinação de grávidas e puérperas. No entanto, a Pfizer ainda não foi fornecida aos municípios da região de Campinas.
Grupos de mulheres que podem ser vacinadas a partir de 17 de maio:
gestantes e puérperas;
ambas com comorbidade comprovada e atestada [veja lista de doenças no fim da reportagem]
maiores de 18 anos;
gestantes com qualquer idade gestacional
puérperas que tiveram filhos em até 45 dias
A interrupção da imunização desses dois grupos – que em SP somam 100 mil pessoas – ocorreu nesta terça (10) após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar a suspensão imediata do uso da vacina AstraZeneca para mulheres nessas condições.
Foi uma decisão diante da necessidade de investigar a morte de uma gestante de 35 anos.
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Cronogramas suspensos na região
Nesta terça, a maioria dos 31 municípios da região de Campinas informou que suspendeu o cronograma para gestantes, diante da recomendação do governo federal.
Até o início desta quarta-feira, algumas cidades ainda comunicavam também a suspensão para puérperas – grupo que foi adicionado pelo Ministério da Saúde posteriormente em relação à cautela, mas já havia sido inserido em nota técnica do governo estadual na manhã de terça.
Procuradas pelo G1, as cidades de Hortolândia, Sumaré, Lindóia, Pinhalzinho e Monte Alegre do Sul não responderam sobre a suspensão.
Mogi Mirim disse que a data prevista para puérperas com comorbidades, próxima sexta (14), está mantida. A prefeitura não informou, no entanto, se a imunização planejada é com a CoronaVac. As demais cidades confirmaram que seguiram a orientação da Anvisa e do governo estadual.
A metrópole Campinas chegou a vacinar um grupo de gestantes e puérperas da área da saúde com a AstraZeneca, e a prefeitura informou que “elas devem observar e, se sentirem algum sintoma, procurar assistência médica”, disse a Secretaria Municipal de Saúde.
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Reprodução/EPTV
O que é considerado comorbidade em SP
O governo estadual segue os critérios de comorbidade definidos pelo Ministério da Saúde:
Insuficiência cardíaca
Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar
Cardiopatia hipertensiva
Síndrome coronariana
Valvopatias
Miocardiopatias e pericardopatias
Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
Arritmias cardíacas
Cardiopatias congênitas no adulto
Próteses valvares e dispositivos cardíaco implantados
Diabetes mellitus
Pneumopatias crônicas graves
Hipertensão arterial resistente
Hipertensão artéria estágio 3
Hipertensão artéria estágio 1 e 2 com lesão e órgão alvo
Doença cerebrovascular
Doença renal crônica
Imunossuprimidos
Anemia falciforme
Obesidade mórbida
Cirrose hepática
Portadores do vírus HIV
De acordo com a coordenadora do programa estadual de imunização, Regiane de Paula, pacientes com câncer estão incluídos na categoria de “imunossuprimidos”.
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