Região de Campinas vai usar fundo de R$ 18 milhões para comprar testes de Covid-19, além de EPIs a profissionais de saúde


Recursos são da Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp), autarquia estadual que discute e executa medidas para as 20 cidades que fazem parte da RMC. Testes de Covid-19, insumos e equipamentos de proteção para profissionais de saúde serão adquiridos para 20 cidades da RMC
José Fernando Ogura/Sesa
Os prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) decidiram comprar testes de Covid-19, insumos (exceto medicamentos) e equipamentos de proteção individual (EPIs) com o fundo de R$ 18 milhões da Agência Metropolitana (Agemcamp). A aquisição dos produtos, que vão ser usados no combate à pandemia, foi aprovada em reunião virtual nesta sexta-feira (23).
Ao todo, 20 cidades compõem a RMC. Na reunião desta sexta-feira participaram Gustavo Reis (prefeito de Jaguariúna); Dário Saadi (Campinas); Chico Sardelli (Americana); Júnior Felisbino (Cosmópolis); Fernando Capato (Holambra); Dario Pacheco (Vinhedo); Lucas Sia (Artur Nogueira); José Nazareno Gomes (Hortolândia); Thomaz Oliveira (Itatiba), Edivaldo Brischi (Monte Mor), Claudio José Schooder (Nova Odessa), Luiz Dalben (Sumaré) e Capitã Lucimara (Valinhos).
A verba que será usada é do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano de Campinas (Fundocamp), mantido pela Agemcamp. A agência é uma autarquia do governo estadual que reúne interesses em comum das 20 cidades participantes.
Segundo a Agemcamp, os testes de Covid-19 que serão adquiridos são de antígeno e podem ser usados na rede de atenção primária dos municípios para identificar e isolar os infectados.
“Ao contrário dos testes rápidos de anticorpos, que podem mostrar quando uma pessoa teve Covid-19, mas que geralmente apresentam resultados negativos durante os estágios iniciais de infecção, os testes rápidos de antígeno são mais precisos para determinar se alguém está infectado”, afirma.
Além dos testes, insumos como termômetros digitais para aferição de temperatura corporal e EPIs como como aventais, máscaras, luvas e gorros para os profissionais da área da saúde serão adquiridos.
Com a aprovação, cada prefeitura fará a compra para a cidade por meio de licitação. Os recursos do Fundocamp foram acumulados desde a fundação da Agemcamp, em 2000, apesar de parte já ter sido usada em outros projetos ao longo do ano.
O diretor-executivo da Agemcamp, Benjamim Bill Vieira de Souza, a diretora-técnica adjunta Juliana Villalba também participaram da reunião.
De onde vem o dinheiro?
A Agemcamp é financiada pelos municípios e pelo governo estadual. O recurso é repassado anualmente e previsto no orçamento de cada cidade.
Para calcular o valor repassado por cidade, é levado em conta a população absoluta, o percentual de habitantes do município em relação ao total da RMC e o repasse do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) que o município recebeu no ano anterior, além do quanto isso representa na região metropolitana.
O recurso deve ser usado para projetos que atendam as 20 cidades, mas não há uma destinação obrigatória ou exclusiva.
A RMC é composta pelas cidades de Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
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