RMC tem maior número de beneficiários de plano de saúde no 1º trimestre desde 2016


De acordo com a ANS, total de pessoas assistidas por convênios médicos privados de janeiro a março nos 19 municípios é de 1.373.078, maior número em cinco anos. Economista atribui aumento à preocupação com a segunda onda da pandemia. Comércio de Rua de Campinas
Paulo Gonçalves/EPTV
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou o maior número de beneficiários de planos de saúde dos últimos cinco anos, de acordo com um levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O balanço, com números do primeiro trimestre de 2021, apontou que o total de pessoas assistidas por convênios médicos privados de janeiro a março nos 19 municípios é de 1.373.078.
Segundo uma pesquisa feito pelo G1 com base nos dados da ANS, o índice aferido pela agência é o maior em um primeiro trimestre desde 2016, quando haviam 1.382.887 pacientes assistidos. O aumento acontece ainda em meio a pandemia da Covid-19 que, apesar da diminuição de casos e mortes e da retomada de setores da economia, mantém a média de internações alta nas cidades da região.
Ainda segundo o levantamento, o primeiro trimestre com menos contratos ativos de planos de saúde na RMC é o de 2019, com 1.343.785 beneficiários.
No entanto, em outros períodos do ano passado, a agência registrou quedas recorde no número de contratos, por conta da crise econômica provocada pelo coronavírus. Veja no gráfico abaixo todos os dados de janeiro a março desde 2016.
Em Campinas, o valor registrado nos três primeiros meses de 2021, de 583.385 beneficiários de plano de saúde, também foi o maior desde 2016. O índice corresponde a 42,4% do total de pessoas assistidas por convênios médicos na região metropolitana.
O economista e professor da PUC-Campinas Roberto Brito de Carvalho acredita que o aumento aconteceu em decorrência de uma maior preocupação com a saúde. Segundo ele, a alta de casos de Covid-19 justamente de janeiro a março, que caracterizou a segunda onda da doença no Brasil, fez as pessoas buscarem a contratação de planos de saúde.
“Muitas pessoas que ficaram desempregadas, mas que abriram pequenas empresas individuais, fizeram a contratação de planos de saúde, que têm preços mais acessíveis neste caso. Então, a preocupação com a pandemia e a saúde fez com que esse bem econômico fosse objeto de demanda de grande parte da classe média que ainda não tinha plano de saúde e precisava faze-lo”, explicou.
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