Superlaboratório Sirius 'abre as portas' ao público com visita virtual guiada nesta segunda


Evento começa às 10h e apresenta detalhes da maior estrutura científica do Brasil, instalada em Campinas (SP). Acelerador usa luz síncrotron para desvendar a estrutura dos mais diversos materiais em escala de átomos e moléculas. Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus
Nelson Kon
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que abriga Sirius, superlaboratório de luz síncrotron de 4ª geração, em Campinas (SP), realiza nesta segunda-feira (17) uma visita virtual guiada por dentro do maior investimento da ciência brasileira. O evento celebra o Dia Internacional da Luz, comemorado neste domingo (16).
Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil
Durante aproximadamente 1 hora, os visitantes virtuais poderão conhecer o projeto e ver detalhes das primeiras estações experimentais do Sirius, que usam diferentes tipos de técnicas para desvendar a estrutura dos mais diversos materiais em escala de átomos e moléculas.
A transmissão ao vivo está programada para começar às 10h, pelo canal do YouTube do CNPEM.
A transmissão será acompanhada pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC), Marcos Pontes, que, à tarde, deve apresentar o acelerador ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
Imagem em 3D de proteína do novo coronavírus obtida no Sirius, superlaboratório instalado em Campinas (SP)
Sirius/CNPEM/Divulgação
Visita ministerial
A visita de Marcelo Queiroga, a primeira ao Sirius, está programada para começar às 14h30. O ministro terá coo foco as aplicações em pesquisas na área da saúde que são e podem ser realizadas no superlaboratório, que ainda depende de recursos do governo federal para ser concluído.
Na programação está a visita a linha de luz Manacá, a primeira das 14 previstas na primeira etapa do projeto a ficar operacional. Em julho de 2020, por exemplo, foram realizados os primeiros experimentos ao obter imagens em 3D de estruturas de uma proteína imprescindível para o ciclo de vida do novo coronavírus.
Em setembro de 2020, um grupo do Instituto de Física da USP de São Carlos utilizou o acelerador na busca por uma “chave” para desativar o novo coronavírus. Foi o primeiro experimento de pesquisadores externos no Sirius.
Estação de pesquisa Manacá, primeira a ficar pronta e operacional no Sirius, em Campinas (SP)
CNPEM/Divulgação
O que é o Sirius?
Principal projeto científico do governo federal, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de “raio X superpotente” que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas.
Além do Sirius, há apenas outro laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia.
Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos.
Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo.
Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron
Infográfico: Juliane Monteiro, Igor Estrella e Rodrigo Cunha/G1
Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP).
CNPEM/Sirius/Divulgação
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