Vacina da Covid-19: Campinas abre novo agendamento para grávidas e puérperas com comorbidades


Retomada da vacinação dos dois grupos estava prevista para esta segunda-feira (17) com CoronaVac no estado de São Paulo após uso da AstraZeneca ter sido interrompido para essas mulheres. Que vacina é essa? Coronavac
A Secretaria de Saúde de Campinas (SP) abre às 15h desta segunda-feira (17) um novo agendamento para vacinar contra Covid-19 grávidas e mulheres que tiveram bebês em até 45 dias (puérperas). A imunização nesta etapa é destinada a gestantes e mães que possuem problemas de saúde, as chamadas comorbidades, e havia sido interrompida após a suspensão do uso da AstraZeneca, há uma semana.
As trabalhadoras da área da saúde que também foram mães recentes ou estão gestantes, com e sem comorbidades, também estão inseridas neste grupo da vacinação, informou a prefeitura.
A inscrição para agendar a dose deve ser feita no site Vacina Campinas ou pelo telefone 160. Mulheres que tiverem dificuldade podem procurar o Centro de Saúde mais próximo da residência.
Há chance serem agendadas para vagas ociosas ou provenientes de desistências ainda nesta segunda-feira, mas o maior volume deve ser agendado para datas a partir do dia 23, disse a Saúde.
A prefeitura não informou o número de doses para esses dois grupos, mas garantiu que são suficientes para a primeira aplicação. A vacina utilizada é a CoronaVac, que precisa da dose de reforço em um intervalo de 28 dias para garantir a eficácia contra o coronavírus.
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SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Data foi anunciada pelo governo de SP
A data da retomada da vacinação para os dois grupos foi anunciada pelo governo do estado na semana passada. A orientação é que somente as vacinas CoronaVac e a Pfizer sejam usadas para gestantes e puérperas.
O imunizante da Pfizer, no entanto, foi distribuído apenas para capitais brasileiras, não chegando nos municípios do interior ainda.
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TV Globo / Reprodução
AstraZeneca suspensa
A suspensão do uso da vacina AstraZeneca, produzida com insumos estrangeiros e distribuída pela Fiocruz, ocorreu no dia 11 de maio após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A medida foi adotada somente para os grupos de gestantes e puérperas após reação adversa grave em uma grávida que veio a óbito. O caso é raro e segue em investigação pelo Ministério da Saúde.
O imunizante continua, portanto, indicado a todos os outros grupos que já iniciaram a imunização no Brasil.
Algumas grávidas e puérperas chegaram a tomar a primeira dose da AstraZeneca antes da suspensão e estão sendo acompanhadas. Até a última atualização do Ministério da Saúde, não há a orientação para que elas tomem a segunda dose deste imunizante.
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