Vacina de Covid-19: com cerca de 8 mil trabalhadores, Viracopos se prepara para início da imunização


Governo estadual anunciou que aplicação nos funcionários dos aeroportos de Campinas, Congonhas e Guarulhos começa na sexta-feira, mas com total de 19 mil pessoas. Coordenadora pede mais imunizantes ao Ministério da Saúde. Aeroporto Internacional de Viracopos
Ricardo Lima
A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), estima que a comunidade aeroportuária possua cerca de 8 mil profissionais. O governo estadual anunciou o início da vacinação deste público para sexta-feira (28), mas já adiantou que o quantitativo de doses não será suficiente, neste primeiro momento, para todos os trabalhadores.
Além de Viracopos, a vacinação deve começar nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, ambos na capital. Para este primeiro momento, o governo estadual prevê 19 mil trabalhadores contemplados na soma dos três aeroportos.
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Coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula afirmou que, para completar o público-alvo, o governo estadual pediu ao Ministério da Saúde mais doses.
“Eu quero ressaltar que esse quantitativo de doses não é o suficiente para que a gente possa concluir a vacinação de todos os trabalhadores do transporte aéreo, mesmo Guarulhos, Congonhas e Viracopos, Campo de Marte e outros aeroportos do Estado de São Paulo”, disse, durante coletiva de imprensa na quarta-feira (26).
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Levantamento de trabalhadores
A estimativa de Viracopos inclui, além dos cerca de 1 mil funcionários da concessionária, trabalhadores de companhias aéreas, de empresas de bagagens e de outros serviços que operam dentro do terminal.
Neste grupo estão, por exemplos, policiais civis, militares e federais que atuam nas delegacias e batalhão do aeroporto e que podem ter sido vacinados durante a imunização para agentes de segurança.
A concessionária prepara uma lista dos funcionários para ser enviada às autoridades do município responsáveis pela imunização.
O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) informou, na tarde de quarta-feira, que aguarda as orientações do governo estadual para a aplicação neste público-alvo.
O G1 questionou o governo do estado sobre a quantidade de doses e a organização da aplicação, mas não recebeu retorno até esta publicação.
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