SaúdeCovid-19: laboratórios começam a definir preço de vacinas

Covid-19: laboratórios começam a definir preço de vacinas

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A corrida para o desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus se aproxima da reta final para muitos laboratórios. Atualmente, 11 candidatas estão na fase 3 de estudos clínicos, que avalia a eficácia e a segurança do produto em milhares de pessoas. A divulgação de resultados preliminares destes testes – que já podem ser suficientes para aprovação de uso de emergência em muitos países – estão previstos para começar entre outubro e novembro. Mas, afinal, quanto custarão as vacinas contra o coronavírus?

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Muitas empresas, como a Johnson & Johnson e a Astrazeneca se comprometeram a comercializar a vacina sem lucro durante a pandemia. Ainda assim, os preços variam muito entre as farmacêuticas. Devido à pandemia, as negociações de venda estão ocorrendo diretamente com os governos ou grandes grupos que têm o objetivo de garantir o acesso igualitário ao imunizante em todo o mundo. No momento, não há previsão de venda – nem preço – ao consumidor final. Assim, a maior parte dos valores definidos até o momento são baseados em acordos com governos específicos.

A  empresa de biotecnologia americana Moderna, pioneira no início dos testes em humanos, informou recentemente que irá cobrar de 32 a 37 dólares (equivalente a 177 a 205 reais) pela dose de sua vacina contra a Covid-19. Os testes clínicos avaliam a eficácia do produto após duas doses, o que significa um preço razoavelmente elevado. Segundo o CEO Stéphane Bancel, acordos que envolvem a compra de um volume grande, poderão ter um preço mais baixo. “Estamos trabalhando com governos de todo o mundo e outros para garantir que uma vacina seja acessível, independentemente da capacidade de pagamento”, afirmou em uma teleconferência discutindo os resultados financeiros da empresa no segundo trimestre.

No acordo com os Estados Unidos, a dose da AstraZeneca custa cerca de 4 dólares (cerca de 22 reais). Segundo informações do Daily Mail, os países da União Europeia pagarão 2,20 libras por dose da vacina Covid-19 (cerca de 15 reais). No Brasil, o governo liberou 1,5 bilhão de reais para a compra da vacina de Oxford, mas o acordo prevê a transferência de tecnologia para a Fiocruz e não equivale apenas à compra das doses.

A vacina desenvolvida pela Johnson & Johnson, que acaba de chegar à fase 3 de testes clínicos, custará em média 10 dólares (cerca de 55 reais) no acordo com o governo americano. O regime de aplicação em avaliação é o único, até o momento, que prevê apenas uma dose.

A Pfizer e a BioNTec, firmaram um contrato de 1,95 bilhão de dólares com os Estados Unidos para fornecer 100 milhões de doses de sua vacina candidata baseada em mRNA, o que equivale a um custo de 19,50 dólares (aproximadamente 108 reais) por dose. O imunizante da startup de biotecnologia Novavax, tem, para os Estados Unidos, um custo aproximado de 16 dólares (cerca 89 reais) por dose.

A um jornal chinês, o CEO da farmacêutica estatal chinesa Sinopharm, Liu Jingzhen, disse que a vacina contra a Covid-19 chegará ao mercado em dezembro a um custo inferior a 145 dólares pelo regime de duas doses (aproximadamente 806 reais). Um valor muito mais alto do que o das outras candidatas.

Em entrevista à rádio francesa France Inter, um executivo sênior da Sanofi disse que o imunizante desenvolvido em parceria com a GSK, que ainda está na fase de testes 1/2, custará menos de 10 dólares (cerca de 55 reais) a dose. Em comunicado, a Sanofi disse que “neste momento, abordar qualquer valor seria impreciso no contexto da regulamentação de compras públicas europeias, sendo que menos de 10 euros é apenas uma das hipóteses com a qual estamos trabalhando”.

Neste sábado, 26, a média móvel de novas notificações da doença foi de 27.107 e a de novos óbitos de 696. A média móvel semanal é calculada a partir da soma do número de casos e mortes nos Últimos sete dias, dividida por sete, número de dias do período contabilizado – o que permite uma melhor avaliação ao anular variações diárias no registro e envio de dados pelos órgãos públicos de saúde, problema que ocorre principalmente aos fins de semana.

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