Prefeitura de Indaiatuba e UniMAX lançam projeto inédito sobre saúde mental

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Diante da demanda crescente e da necessidade de garantir à população cuidados com a saúde mental de maneira mais efetiva e acessível, a Prefeitura de Indaiatuba e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), do Grupo UniEduK, lançam no dia 15 de março, às 19h, o novo Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM). O projeto tem por objetivo o desenvolvimento de tecnologias de saúde mental digital e a implementação de estratégias efetivas para transformar e aumentar a acessibilidade em tratamentos de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) em Indaiatuba nos próximos dez anos.

O projeto inovador será desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a Universidade de Yale, a Universidade de Harvard, o Instituto Karolinska, além da iniciativa privada por meio do Banco Industrial do Brasil.

Segunda o prefeito de Indaiatuba, Nilson Gaspar, investir em saúde mental nunca foi tão necessário como nos dias de hoje. “Com o advento da pandemia de Covid-19, as pessoas passaram a enxergar com mais clareza que cuidar da saúde mental é algo indispensável e primordial para ter qualidade de vida”, comentou Gaspar.

Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM)

O CISM atuará basicamente em três eixos. A primeira área envolve a necessidade de avançar nas pesquisas em Neurociência de Precisão em saúde mental. Isso será vinculado à Corte Transgeracional Brasileira de Alto Risco para Transtornos Mentais, que permite pesquisadores e estudantes em ciências de saúde mental investigar os fatores genéticos e ambientais que precipitam transtornos mentais em um estudo com 2.511 crianças e adolescentes acompanhados por mais de uma década.

A segunda área tem como foco desenvolver e testar novas tecnologias de intervenção em transtornos mentais, utilizando de soluções digitais e criando hubs de inovação. Ao longo dos próximos anos, o CISM vai implementar um sistema de tratamento por aplicativo para alguns transtornos mentais comuns, no sistema de saúde de Indaiatuba. O aplicativo CONEMO – acrônimo para Controle Emocional – se mostrou eficaz em reduzir significativamente sintomas de Depressão.

Nessa nova iniciativa, pacientes das UBSs de Indaiatuba que apresentem sintomas de Depressão, Ansiedade e Insônia poderão receber o tratamento, que é totalmente digital e auto aplicado. Os protocolos são baseados em princípios de Terapia Cognitivo-Comportamental, que é uma técnica comprovadamente eficaz para o tratamento destes transtornos. A proposta é que esta nova tecnologia possa ser integrada ao serviço de saúde e oferecida para a população de forma continuada após a conclusão do estudo.

O terceiro eixo vai atuar sobe a perspectiva de reduzir o tempo entre a descoberta de intervenções eficazes em saúde e sua utilização na prática clínica, percurso que hoje leva em torno de 20 anos. O CISM desenvolverá estudos com foco na implementação de intervenções de saúde mental sofisticadas, como terapia cognitivo-comportamental pela internet e visitas domiciliares focadas no apego seguro de mães e bebês ao SUS.

“O CISM é um projeto inovador no Brasil, que certamente será um divisor de águas no que diz respeito à saúde mental”, comentou Luciana Mori, diretora da UniMAX. “Nos próximos anos, graças à parceria público-privado, vamos ter um grande avanço tanto na capacitação dos nossos alunos e profissionais da área quanto na oferta de tratamentos mais avançados e assertivos para a população de Indaiatuba”, ressaltou.

Em todo Estado de São Paulo, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 12% de toda a população necessita de algum tipo de acompanhamento, seja ele contínuo ou eventual. Somente no ano passado, 233 mil pessoas procuraram ajuda em ambulatórios e hospitais. Em 2021, esse número era 230,5 mil. Dados relevam ainda que 3% da população no Estado sofre com transtornos mentais severos e persistentes, enquanto que mais de 6% da população no Estado apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool.


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