O preço do seguro auto subiu de forma constante nos últimos anos, puxado por roubos, furtos e pela alta no custo de peças e mão de obra. Modelos populares, que antes tinham cobertura acessível, hoje aparecem em tabelas com valores que pesam no orçamento mensal de qualquer família. Diante desse cenário, muitos motoristas passaram a procurar alternativas com cobertura contra roubo, furto e colisão sem esse peso fixo todo mês.
Foi nesse contexto que a proteção veicular deixou de ser uma opção secundária e virou uma escolha comum entre quem precisa proteger o carro sem abrir mão da previsibilidade financeira. David do Prado, vendedor com mais de 10 anos de experiência no setor automotivo e proteção veicular, acompanha essa mudança de comportamento, entre quem já pesquisou preço de seguro tradicional antes de procurar uma associação.
O que diferencia a proteção veicular do seguro tradicional?
A proteção veicular funciona por meio de associações ou cooperativas, não por contrato de seguro regido pela Susep. Isso muda a lógica financeira por trás da cobertura: em vez de uma apólice fixa, calculada previamente pela seguradora, o associado participa de um sistema de rateio entre os demais membros do grupo, e o valor pago mensalmente reflete os sinistros ocorridos naquele período.
A lógica do rateio também explica por que o valor mensal costuma ser mais baixo do que o de um seguro convencional, principalmente em regiões com menor índice de sinistralidade. David do Prado pondera que essa característica atrai principalmente quem busca uma alternativa mais acessível sem perder a cobertura para roubo, furto e colisão, ainda que isso signifique abrir mão de algumas garantias fixas que o seguro tradicional oferece por contrato.
Como funciona o rateio entre os associados?
No modelo de rateio, o valor pago mensalmente cobre os sinistros ocorridos no grupo naquele período, além de uma taxa administrativa. Quando há mais sinistros em determinado mês, a mensalidade pode subir, o que exige atenção do motorista ao histórico de sinistralidade da associação antes de contratar, não só ao valor anunciado no primeiro contato.

A vistoria do veículo também costuma ser etapa obrigatória na adesão, assim como o rastreador em alguns planos. Esses itens ajudam a associação a avaliar o risco de cada veículo e a manter o equilíbrio financeiro do grupo, o que reflete na estabilidade das mensalidades ao longo do tempo. Carros com histórico de furto elevado na região tendem a exigir rastreador como condição de adesão, justamente para reduzir o risco compartilhado entre os associados.
Por que a proteção veicular ganhou espaço nos últimos anos?
O crescimento no valor médio das apólices de seguro tradicional, somado à percepção de que boa parte da mensalidade paga não volta em forma de benefício direto, empurrou parte dos motoristas para o modelo associativo. Famílias com mais de um carro encontraram na proteção veicular uma forma de manter todos os veículos cobertos sem comprometer o orçamento com duas ou três apólices simultâneas.
A Aproest Proteção Veicular está entre as associações que acompanharam essa expansão, oferecendo planos ajustados a diferentes perfis de motorista e de uso do veículo. Segundo aponta David do Prado, o interesse cresce sobretudo entre quem já pesquisou preços de seguro tradicional e considerou o valor incompatível com o uso real que faz do carro no dia a dia.
O que considerar antes de contratar uma proteção veicular?
Antes de aderir a qualquer associação, vale conferir o regulamento interno, o histórico de sinistralidade do grupo e as regras de exclusão de cobertura. Alguns eventos, como uso do veículo por aplicativo sem plano específico ou modificações estruturais no carro, podem ficar de fora da proteção contratada, e descobrir isso só na hora do sinistro é o pior cenário possível para o motorista.
Comparar carências, franquias e o processo de indenização entre diferentes associações também ajuda a evitar surpresas depois da adesão. Para David do Prado, destaca-se a importância de o motorista entender o funcionamento do rateio antes de decidir, já que essa lógica muda a relação entre custo e cobertura frente ao seguro tradicional. A escolha entre os dois modelos deixou de ser óbvia: cada um responde a um perfil de motorista e a uma tolerância diferente ao risco.
