PT identifica fake news sobre fechamento de igrejas e estuda resposta de Lula

Gabriel Bofinit Araújo
Gabriel Bofinit Araújo
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A coordenação da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República identificou a divulgação de uma notícia falsa sobre a relação do petista com as igrejas. Em cultos e nas redes sociais, lideranças evangélicas e usuários têm compartilhado mensagens que afirmam que, caso o Partido dos Trabalhadores volte ao poder, as instituições religiosas serão fechadas. A informação é sabidamente falsa: não há, no plano de governo do ex-chefe de Estado, nenhuma indicação de fechamento dos templos. Em razão da quantidade de publicações sobre o assunto, a equipe de comunicação estuda uma resposta de Lula. A ideia, segundo apurou a Jovem Pan, é aproximar o ex-presidente dos evangélicos, que representam cerca de 30% da população brasileira. De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada no dia 28 de julho, o presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera neste segmento, com 43% das intenções de voto, ante 33% de Lula – a título de comparação, entre os católicos o ex-presidente tem mais que o dobro da preferência (52% a 25%).

Nas redes sociais, aliados de Lula divulgaram, na última semana, uma imagem rebatendo a fake news. “Lula é cristão. Nunca fechou nem vai fechar igrejas”, diz uma publicação divulgada pelo deputado federal José Guimarães (PT-CE), vice-presidente nacional do PT. “Vale lembrar que Lula sancionou a lei da liberdade religiosa”, escreveu o parlamentar em seu perfil no Twitter, na sexta-feira, 12. “Deputado bolsonarista que usa a fé e a religião pra enganar o povo admite abertamente a fake news de que Lula vai fechar igrejas. Não é só mentira como é crime. TSE precisa agir com essa gente. Lula respeita a crença de cada um e sancionou a lei de liberdade religiosa”, afirmou a presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann (PT-PR). A parlamentar se refere a uma declaração dada pelo deputado federal Marco Feliciano (PL-SP), pastor da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento, à rádio CBN. Integrante da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, Feliciano disse que tem “alertado seu rebanho de que há um lobo nos rondando, que quer tragar nossas ovelhas através da enganação e da sutileza”. A cúpula do partido, de acordo com relatos feitos à reportagem, pretende reforçar a ideia de que o ex-presidente sancionou o dispositivo que deu personalidade jurídica às organizações religiosas em 2003, em seu primeiro mandato no Palácio do Planalto. “A partir de agora é livre o direito de criar uma igreja e praticar uma religião”, disse o petista à época. “O Estado está proibido de tomar qualquer decisão que proíba o funcionamento das entidades religiosas”, reforçou o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

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